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Ao revelar a primeira imagem oficial de Megalopolis (2024) mais cedo (30), Francis Ford Coppola se abriu sobre o processo de criação do seu novo filme.
Falando para a VanityFair, o diretor revelou que as sementes da ideia foram plantadas quando ele assistiu ao clássico Daqui A Cem Anos (1936), de H.G. Wells, quando criança.
“Este clássico de [Alexander] Korda dos anos 30 é sobre a construção do mundo de amanhã, e sempre esteve comigo, primeiro como o ‘garoto cientista’ que eu era e depois como um cineasta.”, disse Coppola
Desde a infância do cineasta, que obras e acontecimentos vêm influenciando a visão dele para o filme, e, ao contrário do que todo mundo repete por aí, Coppola não trabalhou em Megalopolis (2024) por 40 anos, mas sim teve a ideia nos anos 70.
“Eu não trabalhei nesse roteiro por 40 anos, como costumo ver escrito [nas matérias], mas estava coletando notas e recortes para um álbum de coisas que achei interessantes para algum roteiro futuro, ou exemplos de charges políticas ou diferentes assuntos históricos,” disse Coppola. “No fim das contas, depois de muito tempo, decidi pela ideia de um épico romano. E depois, mais tarde, um épico romano ambientado na América moderna, então eu realmente só comecei a escrever esse roteiro, dentro e fora de casa, nos últimos doze anos. Além disso, como fiz muitos filmes de muitos assuntos diferentes e em muitos estilos diferentes, eu esperava um projeto para mais tarde na vida, quando eu pudesse entender melhor qual era o meu estilo pessoal.”
O fato de Coppola assumir que, por anos, esteve apenas coletando recortes para o roteiro de Megalopolis (2024), lembra a curiosa história de quando ele veio para o Brasil, em 2003, se hospedou no Hotel Bourbon, em Curitiba, alegando que estava fazendo pesquisas para o filme.
Em sua visita ao nosso país, o lendário diretor foi assistir a um Athletico X Paraná Clube na antiga Arena da Baixada, criou uma receita de pizza na Pamphylia, andou de biarticulado, e deu aula de roteiro, falando sobre seu desprezo pela indústria do cinema em uma faculdade local, a convite da professora Denize Araújo (Via GazetaDoPovo).
Após todas as pesquisas e recortes, Coppola finalmente começou a trabalhar intensivamente no roteiro, e, na entrevista, detalhou o processo, que não foi nada fácil.
“Logo no início, lembro-me de uma vez que peguei 130 páginas em branco e coloquei sob uma página de rosto anunciando corajosamente Megalopolis de Francis Ford Coppola e, dizendo; Todos os ‘Caminhos Levam a Roma’. Fingi que não estava totalmente em branco, pesando-o em minhas mãos para que eu pudesse imaginar como seria um dia e acreditar que o filme poderia existir,” disse Coppola. “Então, mais tarde, eu tinha um rascunho, e devo tê-lo reescrito 300 vezes, esperando que cada reescrita o melhorasse, mesmo que apenas meio por cento.”
Antes de retomar o projeto e transformá-lo no que é hoje, o diretor começou a produzir algumas cenas para uma versão primitiva de Megalopolis (2024), que acabou não vendo a luz do dia por culpa de uma enorme tragédia.
“O roteiro sempre teve um elemento de um satélite soviético envelhecido caindo na Terra, então precisávamos de algumas cenas de destruição e áreas limpas, mas é claro que ninguém poderia ter antecipado os eventos de 11 de setembro de 2001 e a tragédia do World Trade Center“, disse ele. “Enquanto filmávamos nossa segunda unidade na época, cobrimos algumas dessas imagens de partir o coração.”
Agora, Megalopolis (2024) está pronto e tem presença confirmada no Festival de Cinema de Cannes deste ano, que acontecerá entre 14 e 25 de maio.
Amazon MGM Studios e a Apple Studios disputam pela distribuição do filme nos EUA, enquanto a Le Pacte está em negociações finais para adquirir os direitos de exibição na França.
O lançamento de Megalopolis (2024) está previsto para acontecer entre e setembro e novembro deste ano.
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Megalopolis (2024) segue uma Nova York destruída após um acidente que traz visões conflitantes do futuro. De um lado, está o ambicioso idealista arquiteto Ceasar (Adam Driver). Do outro está seu grande inimigo, o prefeito da cidade, Frank Cicero (Giancarlo Esposito).
Em confronto, os dois debatem entre mudar a estrutura de poder da cidade, ou continuar com o mesmo sistema corrupto e cheio de falhas.
Fonte: VanityFair






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