Essa continuação é o argumento perfeito aos que dizem que a Marvel não tem clássicos. Em uma sequência direta da primeira parte (que você pode ler clicando aqui), trago aqui mais 5 minisséries que podem ser lidas isoladamente ou em conjunto com outras obras, além de serem ótimas indicações para quem quer entrar de vez no mundo dos quadrinhos. Não se esqueçam de deixar aqui nos comentários as apostas e sugestões para a terceira parte!
Homem-Aranha: Azul
Essa é, definitivamente, a minha história favorita do Homem-Aranha. Além de visualmente linda, é nostálgica e emocionante a ponto de deixar qualquer um encantado. Escrita por Jeph Loeb e ilustrada por Tim Sale, o quadrinho foi lançado em 2002 e conta com 6 edições.

A morte de Gwen Stacy foi, sem sombra de dúvida, um marco gigantesco tanto para o Peter como para os próprios leitores de quadrinhos na época. Em um universo em que mortes não eram definitivas, a perda de uma personagem tão querida pôs fim a ingenuidade das HQ’s. Além de ser uma carta de amor à sua amada, “Homem-Aranha: Azul” também nos mostra a importância da personagem na vida do herói através da recontagem de diversos acontecimentos já apresentados em outros quadrinhos do aranha.
O Homem Sem Medo
Eu gosto de chamar essa HQ de o “Ano Um” do Demolidor. Sempre gostei muito de histórias de origem, mas posso dizer que “O Homem Sem Medo” vai muito além disso. Escrita por Frank Miller e ilustrada por John Romita Jr., o quadrinho foi lançado em 1993 e conta com 5 edições.

Começando na infância de Matt ainda antes do acidente que transformou sua vida, somos apresentados a vários elementos cruciais na mitologia do personagem, como o início da amizade com Foggy, seu primeiro contato com Elektra, o treinamento com Stick e o surgimento do Rei do Crime. De forma muito bem estruturada tanto narrativa como visualmente, essa HQ é essencial para todo bom leitor do herói (e para aqueles que querem conhecê-lo).
Eu, Wolverine
Os brutos também amam. Mesmo que o lado “romântico” de Logan seja um tanto quanto mascarado pela sua personalidade violenta e rústica, em “Eu, Wolverine” temos uma história que nos aprofunda de forma notável na essência do personagem. Escrita por Chris Claremont e ilustrada por Frank Miller, o quadrinho foi lançado em 1982 e conta com 4 edições.

Quando Logan descobre que sua grande amada, Mariko, foi obrigada a se casar com outro homem, o carcaju parte em uma viajem até o Japão. Abordando os dilemas que o personagem carrega consigo até hoje, essa HQ é indiscutivelmente uma das melhores tramas do Wolverine. Claremont, que foi um dos grandes responsáveis pela magnitude que os títulos dos X-Men alcançaram (e ainda alcançam), nos entrega um excelente roteiro que, combinado com a movimentação da arte de Miller, comina em um verdadeiro clássico.
Marvels
Se na parte I tivemos a história de vida do Homem-Aranha recontada em um quadrinho, aqui temos a história do próprio cânone da Marvel recontada através dos olhos de um fotógrafo. Escrita por Kurt Busiek e belissimamente ilustrada por Alex Ross, “Marvels” foi lançada em 1994 e conta com 4 edições.

Ao se passar no final dos anos 30 até o início dos 70, acompanhamos através das lentes de Phil Sheldon o surgimento dos heróis na sociedade. Desde a criação do andróide Tocha Humana (que não é o mesmo Tocha do Quarteto Fantástico, mas sim o primeiro Tocha criado nos quadrinhos, lá em 1939), a terrível aparição de Galactus e seu até então arauto, o Surfista Prateado, somos inseridos em uma narrativa que dinâmica, fluida e viciante. Mais do que uma recapitulação de suas próprias histórias, “Marvels” é uma homenagem à seus próprios personagens.
1602
Neil Gaiman é um mestre. E seu trabalho em “1602” não deixa de fora sua criatividade e excelente forma de contar histórias. Escrita por ele e ilustrada por Andy Kubert, a minissérie foi publicada em 2003 e conta com 6 edições.

Ao reimaginar os personagens da Marvel vivendo 400 anos no passado, Gaiman nos faz imaginar como seriam nossos heróis em um contexto temporal completamente diferente. Além de terem suas origens adaptadas à época de maneira muito criativa, é muito interessante ver o desenrolar da trama em um ambiente diverso daquele que estamos tão adaptados.






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