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HELLBOY OMNIBUS, VOLUME 1, SEMENTES DA DESTRUIÇÃO, DE JOHN BYRNE, MIKE MIGNOLA E OUTROS ARTISTAS
Eu acho que comecei com um baita pé esquerdo nas minhas leituras com Hellboy. Eu li “A Mão Direita da Perdição” e detestei na época do lançamento do primeiro filme do Hellboy. Isso me afastou do universo dele por anos. Somente agora, com o novo filme (mas não por causa dele) que comecei a entender porque as pessoas reverenciavam tanto essa criação de Mike Mignola. Esse Omnibus que a Mythos colocou nas bancas neste mês foi um grande “braço a torcer” sobre minhas impressões das histórias de Hellboy. Elas são muito divertidas e sabem enredar elementos da mitologia sobrenatural, do folclore e das lendas cristãs como só elas. Isso sem falar da sensacional arte de Mignola, que fez escola, e sabe fornecer o clima lúgubre, misterioso e sombrio necessário para adornar histórias desse tipo. Além disso, aprendi algumas coisas sobre os personagens do universo de Hellboy que não tinha nenhum conhecimento, como as origines de Liz Sherman e de Roger, o Homúnculo. Também entendi as ligações do Monge Rasputin com a Baba Yaga. Tudo isso deixa mais rica e mais interessante minha leitura e redescoberta de um universo que eu julgava desinteressante, mas estava BEM errado.

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A ORDEM MÁGICA, VOLUME 1, DE MARK MILLAR E OLIVIER COIPEL
Existem algumas artes que tem o dom de revigorar nossa mente. Como se fossem tão bonitas, que lavassem elas e as deixassem novinhas, como o frescor de um banho. Isso é o que a arte de Olivier Coipel provoca em mim. É um banho de beleza, de relaxamento, de narrativa bem feitinha. Casar a arte do francês com tema magia foi um golpe baixo de Mark Millar, mas um golpe certeiro. Mal posso esperar para ver essa série se transformar em live action pela Netflix. Claro, A ordem Mágica tem todos aqueles elementos prosaicos das formulazinhas prontas de Millar, com seus momentos de choque, traição, sexo e violência costumeiros. Mas isso acaba sendo deixado de lado pela construção de mundo e belos personagens que Olivier Coipel nos traz aliados à misticidade misteriosa dos personagens que você quer descobrir mais e mais sobre eles. As últimas leituras do Millarworld haviam sido meio decepcionantes para mim, que bom que essa A Ordem Mágica veio para restaurar minha fé e esperança nesse universo se é que eu já tive alguma, hahaha! De qualquer forma se você está em dúvida sobre qual dos últimos quadrinhos de Mark Millar adquirir, vá direto em A Ordem Mágica.

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O MUNDO SOMBRIO DE SABRINA, VOL. 1, DE ROBERTO AGUIRRE-SACASA E ROBERT HACK
Assim como eu havia gostando bastante de Archie no Mundo dos Mortos, acabei gostando bastante deste O Mundo Sombrio de Sabrina. Ambos têm em comum serem escritos pelo também editor Roberto Aguirre-Sacasa, que foi o grande responsável pela renovação do universo Archie e da série de Riverdale. A nova história em quadrinhos da Sabrina começa bem, contando a origem da bruxinha e seus principais conflitos no mundo em que foi situada nas histórias em quadrinhos que são os anos 1960. Depois, a história dá uma esfriada, mas volta com tudo quando a personagem Madame Satã – resgate dos anos 1940 da Archie Comics – é apresentada ao leitor. Tudo começa a entrar num redemoinho rocambolesco culminando numa tragédia na vida de Sabrina. A arte do quadrinho por Robert Hack ajuda no clima de horror cru da série. Mas o que incomoda um pouco no começo é a presença de muitos elementos nas páginas, tanto de desenho como de diálogos. Contudo, pelo que pude reparar conversando com meu irmão, a série e os quadrinhos guardam bastante elementos em comum, por isso os quadrinhos devem acertar em cheio os fãs da série.

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DEPOIS DO FIM DO MUNDO, DE JOHN BYRNE
Este quadrinho tem o intuito de ser uma releitura do primeiro trabalho de John Byrne, Doomsday+1, que ele fez nos anos 1970. Claro, poderia ter um texto de extra por parte da Editora Mythos para enriquecer o trabalho e despertar mais interesse do leitor. Mas ao que parece, editoras brasileiras não têm nem o costume e acham que também não têm nem a função de produzir extras para suas revistas para despertar mais interesses do leitor. John Byrne tentou deixar a trama desta nova série menos fantasiosa que a primeira, que incluía sereis e robôs. Contudo, a minissérie em quatro parte dá a impressão de ter sido enxugada e que havia muito mais coisas a explorar dentro dela. Também se nota grande influência de quadrinhos de grande sucesso da década anterior, como Y: O Último Homem e The Walking Dead. Isso, claro não tira o brilho da história de John Byrne. Talvez o ponto mais negativo seja a história ter sido condensada quando rendesse algo de mais fôlego. Contudo, é uma história bem construída, que instiga o leitor e que dá vontade de ler toda ela, sem os grande pulos que acontecem entre os hiatos entre uma edição e outra. Fica a dica pra IDW pensar a respeito de estender a série.

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ARCHIE: MUNDO DOS MORTOS, VOLUME 1, DE ROBERTO AGUIRRE-SACASA E FRANCESCO FRANCAVILLA
Se você curte hoje a série Riverdale, do CW Channel (Warner, aqui no Brasil) deveria ler esse quadrinho. Foi a partir dele – mais precisamente de uma brincadeira de uma capa de Francesco Francavilla – que seus editores passaram a olhar mais seriamente e mais contemporaneamente para os quadrinhos que tinham na mão. Na verdade, isso começou um pouco antes, com a criação e publicação da revista de Kevin Keller, o primeiro personagem gay da turma do Archie, dando à Archie Comics mais importância. Isso chamou a atenção de um escritor de musicais, peças de teatro e produtor de Glee chamado Roberto Aguirre-Sacasa que, por acaso, também era gay. Ele levou a ideia da capa de Francavilla para os diretores da Archie Comics e então eles tomaram a decisão de fazer um quadrinho chamado Afterlife With Archie (Pós-Vida com Archie), que aqui ficou chamado como Archie: O Mundo dos Mortos – um nome meio bobinho, e que incluia também as personagens da série Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira, cujas histórias se desenvolvem em Greendale, a cidade vizinha a Riverdale. Este quadrinho, então, comparado com os demais quadrinhos de Archie da época, foi o máximo. Pediu quatro reimpressões da primeira edição. A Archie Comics nunca tinha vendido tanto quadrinho assim desde que lançaram a edição de Kevin Keller, por Dan Parent. A história é mesmo divertida, principalmente pela causa da praga zumbi. O cachorro de Jughead é revivido por Sabrina, morde seu dono, que vira zumbi e infecta a cidade toda. Archie e seus amigos, precisam se refugiar na mansão do pai de Verônica Lodge para se salvarem. Mas claro que tudo dá errado. A arte de Francesco Francavilla é maravilhosa para uma história de terror, já que ele se inspira tanto em quadrinhos da EC Comics como nas capas de livros pulp. Depois desta minissérie (em 9 edições lá fora, em 2 volumes aqui no Brasil) Aguirre-Sacasa foi convidado para se tornar editor-chefe da Archie Comics e começou a reviver os quadrinhos da editora com uma pegada mais contemporânea. Foi isso que levou à criação da série Riverdale com um tom mais de mistério e sobrenaturalidade e depois levou à criação da série de Sabrina no Netflix. Está contada a história, agora vá e leia o gibi!

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