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Um relatório publicado pela Variety sugere que uma antiga discussão pode ter reacendido nos bastidores de Hollywood: afinal, até que ponto a franquia Avatar segue sendo um investimento sustentável para a Walt Disney Studios? O novo filme da franquia, Fogo e Cinzas, arrecadou US$ 1,4 bilhão ao redor do mundo, e ainda não é lucrativo.

Nos Estados Unidos, foram US$ 390 milhões, abaixo dos US$ 688 milhões alcançados por Avatar: O Caminho da Água. No mercado global, a queda acabou sendo muito maior, estimada em US$ 900 milhões, visto que seu antecessor conseguiu impressionantes US$ 2,2 bilhões.

Houve um investimento acima de US$ 500 milhões ao longo das filmagens e a campanha promocional, de acordo com fontes consultadas pelo site. E considerando que cerca de metade da arrecadação fica com os exibidores, o lucro real é menor do que o número bruto sugere.

O ponto revelador da análise vem de uma declaração do próprio James Cameron, que já descreveu a franquia como “O pior modelo de negócio da história do cinema”. As produções costumam atingir um ponto de equilíbrio apenas quando se aproximam de US$ 1,5 bilhão.

Ou seja, se esse cálculo estiver correto, Fogo e Cinzas ainda não se pagou com a exibição cinematográfica, embora deva “recuperar os custos” posteriormente com streaming, mídia física e relançamentos.

Sabemos que há um compromisso para Avatar 4 (2029) e Avatar 5 (2031). No entanto, a companhia não possui obrigação contratual de seguir adiante com esses projetos, e diante da queda expressiva de público, uma saída possível seria reduzir os custos de produção.

Ainda assim, permanece a incógnita: é possível seguir adiante com um filme significativamente mais barato sem comprometer a ambição técnica e visual?

Cameron precisará resolver esse quebra-cabeças para concluir a saga.

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Fonte: Variety