Estimated reading time: 3 minutos
A aguardada cinebiografia Michael trará a história do Rei do Pop para os cinemas, mas uma figura central de sua família ficará de fora. De acordo com a Variety, a cantora Janet Jackson não será retratada como personagem no longa-metragem.
A decisão dos realizadores chama a atenção em meio a rumores de tensões nos bastidores da produção. Relatos da imprensa norte-americana apontam que Janet Jackson assistiu a uma sessão antecipada do projeto e demonstrou forte insatisfação com as atuações e a abordagem de momentos cruciais da vida de seu irmão.
As críticas teriam irritado Jermaine Jackson, pai do protagonista Jaafar Jackson. O produtor e irmão do falecido astro teria acusado a cantora de estar com ciúmes por não ter os holofotes, gerando um novo atrito na já conturbada dinâmica da família.
O descontentamento com o projeto, no entanto, não se limita à irmã do cantor. Paris Jackson, filha do Rei do Pop, também expressou sua desaprovação pública em relação à cinebiografia, recusando qualquer envolvimento e descrevendo a produção como um “circo midiático”.
Em contrapartida, La Toya Jackson deve aparecer como personagem na trama. A inclusão surpreende parte do público, visto que a irmã chegou a apoiar publicamente as acusações contra Michael Jackson no passado, antes de voltar atrás e alegar ter sofrido pressão de seu ex-marido para ganhar atenção na mídia.
Dirigido pelo cineasta Antoine Fuqua, o filme focará estritamente na ascensão musical e no auge da carreira artística do artista. O longa precisou passar por intensas e custosas refilmagens para remover o seu terceiro ato original, que abordava as acusações judiciais envolvendo Jordan Chandler no início da década de 1990.
A mudança drástica ocorreu após a equipe criativa descobrir uma cláusula legal em um antigo acordo feito entre o cantor e a família do jovem, que impedia o retrato do primeiro acusador nos cinemas. Com a reformulação total dessa parte da história, um corte inicial de quase quatro horas foi reduzido para pouco mais de duas horas de duração.
Visando recuperar o alto orçamento de US$ 200 milhões e os custos robustos de marketing, a Lionsgate estabeleceu uma meta de US$ 700 milhões em bilheteria global para aprovar uma eventual sequência. O plano atual do estúdio é deixar as polêmicas e os complexos embates judiciais para serem explorados com profundidade nesta possível continuação.
Michael tem estreia oficial confirmada para o dia 23 de abril nos cinemas do Brasil.






Comentários