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Recentemente, a Puck News publicou um artigo sobre a vindoura cinebiografia de Michael Jackson tratar o “Rei do Pop” como “vítima” de acusações falsas de abuso infantil.
Na ocasião, o jornalista Matthew Belloni alegou ter tido acesso a uma versão do roteiro, que além de minimizar as acusações do caso envolvendo Jordan Chandler, detona sua família e não oferece nenhuma perspectiva de qualquer um dos acusadores que surgiram depois disso.
De acordo com Belloni, a abordagem do filme mostra Michael como uma grande “vítima“, não só das acusações de abuso infantil, como do seu pai e do próprio sucesso.
Na versão do roteiro, é destacada a influência que seu pai abusivo teve em transformar ele em “um Peter Pan terrivelmente inseguro“, mas inofensivo, que buscava constantemente reviver uma infância que nunca teve.
Em um artigo publicado há pouco (13), a Variety reforçou o relatório da Puck News e trouxe uma declaração do produtor da cinebiografia, Graham King, defendendo a abordagem, dizendo se tratar de um ponto de vista “imparcial” sobre a vida do músico.
“A vida de Michael foi complicada,” disse King. “Como cineasta, procuro humanizar, mas não higienizar, e apresentar a história mais convincente e imparcial que posso capturar em um único longa-metragem, para deixar o público decidir como se sente depois de assisti-lo. Michael claramente continua sendo um artista impactante e culturalmente relevante, com uma vida e um legado que vale a pena explorar.”
A declaração, no entanto, não agradou nada a Dan Reed, diretor do documentário Leaving Neverland, que em contato com a Variety, disse também ter tido acesso à mesma versão do roteiro que Belloni, e detonou a abordagem do filme, dizendo se tratar de algo “surpreendentemente falso“.
“[No roteiro], Jackson só é visto cuidando de crianças com câncer, ou dançando com uma garotinha em uma cadeira de rodas, ou cuidando de vários meninos, principalmente seus sobrinhos, em festas do pijama,” disse Reed. “Parece que os criadores do filme ficaram presos em uma sala com John Branca e apenas escreveram o que ele disse para escrever.”
John Branca, vale ressaltar, será um personagem muito importante para a cinebiografia, cujo intérprete será Miles Teller.
Leaving Neverland é um documentário de 2019, que traz Wade Robson e James Safechuck denunciando abuso infantil por parte de Michael em relatos fortes.
O caso que é retratado no roteiro em questão, no entanto, é o de 1993, envolvendo os Chandlers. Este foi encerrado em 1994, após um acordo de US$ 20 milhões firmado entre as partes. A equipe e o cantor afirmaram na época que a atitude não era uma admissão de culpa.
Fato importante a ser pontuado é que a produção de Michael (2025) foi aprovada pelo espólio do músico, que segundo um porta-voz da equipe, “depositou sua total confiança em Graham King, e não participou do processo criativo“.
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O cantor Jaafar Jackson fará sua estreia como ator em Hollywood no papel de seu tio, Michael Jackson.
O elenco principal também trará Colman Domingo (Fear the Walking Dead) como Joe Jackson, o polêmico pai do “Rei do Pop“, Nia Long (Vovó… Zona) como Katherine Jackson, mãe do músico, e Laura Harrier (Homem-Aranha: De Volta ao Lar) como Suzanne de Passe, a responsável por convencer a gravadora Motown à assinar um contrato com os Jackson 5.
Com direção de Antoine Fuqua (O Protetor) e roteiro de John Logan (Gladiador), Michael chegará aos cinemas em 18 de abril de 2025.
Fonte: Variety






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