Comentários

Estimated reading time: 3 minutos

A cinebiografia Michael precisou passar por extensas refilmagens durante a sua produção. Como resultado, o diretor Antoine Fuqua (O Protetor) e o produtor Graham King (Bohemian Rhapsody) receberam bônus financeiros milionários.

As informações foram reveladas pelo jornalista Jeff Sneider e confirmadas por veículos como Bloomberg e The Wrap. Graham King possuía um salário inicial de US$ 6 milhões, mas ganhou um adicional de US$ 10 milhões pago pelo espólio de Michael Jackson.

O cineasta Antoine Fuqua, responsável por comandar o longo e complicado processo de filmagens, tinha um acordo prévio de US$ 10 milhões. Ele, supostamente, ameaçou deixar o projeto antes de embolsar mais de US$ 15 milhões por meio do novo pagamento.

Os bônus foram motivados por alterações drásticas na reta final do longa-metragem. Todo o terceiro ato original foi descartado pelos produtores devido a ameaças legais envolvendo ex-acusadores do cantor.

A equipe técnica temia que as mudanças de última hora prejudicassem o desempenho financeiro do projeto, com o orçamento atingindo a casa dos US$ 200 milhões. No entanto, a obra caminha para um desempenho positivo em seu fim de semana de estreia, podendo arrecadar quase US$ 150 milhões ao redor do mundo em apenas três dias.

O roteiro tem recebido críticas por ignorar as antigas acusações de abuso infantil. Antoine Fuqua confirmou à New Yorker que planejava abordar a prisão do artista em 2003, chegando a gravar o momento.

Filmei ele sendo despido, tratado como um animal, um monstro“, declarou o diretor. A abordagem inicial foi descartada da versão final após a descoberta de uma cláusula no acordo que o Rei do Pop fez com a família Chandler, a primeira a acusá-lo de abuso no começo dos anos 90, que poderia acarretar em novos processos judiciais e em uma dor de cabeça para os realizadores do longa.

Os atores Colman Domingo (Rustin) e Nia Long (Vovó… Zona), intérpretes dos pais do protagonista na trama, defenderam as escolhas narrativas. Eles afirmaram que a história acompanha estritamente os eventos ocorridos entre as décadas de 1960 e 1988.

O filme se passa entre os anos 60 e 1988. Não aborda as primeiras acusações em 2005“, disse Colman Domingo. “Então, basicamente, focamos na formação de Michael. É um retrato íntimo de quem Michael é… através de seus olhos.

É possível que seja realizada uma sequência abordando as acusações e como elas impactaram a carreira de Michael Jackson, com os produtores agora cientes do que podem e não podem retratar, considerando os termos do acordo que o astro fez com seus primeiros acusadores. Mas, os estúdios, supostamente, esperam arrecadar pelo menos US$ 700 milhões ao redor do mundo para tirar essa continuação do papel.

Michael já está em exibição nos cinemas brasileiros.

Leia também sobre Michael:



Comentários