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Na última quinta-feira, 18 de julho, a FTC (Federal Trade Comission) dos Estados Unidos alegou que as recentes decisões da Microsoft relacionada ao Xbox Game Pass traz dano aos consumidores.
Além de reajustes nos preços das mensalidades, novos tipos de planos estão a caminho. E no caso específico do Standard (Básico), haverá, por exemplo, a remoção do recurso de jogar lançamentos no “Day One”.
A companhia, no entanto, decidiu se pronunciar.
“A carta da FTC baseada na Regra 28(j) apresenta um relato dos fatos enganoso e que foge do registro oficial, representando a continuação das tentativas da agência de reinventar seu caso na apelação.
No início deste mês, a Microsoft anunciou mudanças em seu serviço de assinatura de jogos, Xbox Game Pass, para oferecer aos consumidores opções valiosas em diferentes faixas de preço. A Microsoft está oferecendo uma nova camada de serviço, Game Pass Standard, que oferece acesso a centenas de jogos clássicos e funcionalidade multijogador por US$ 14,99/mês.
É incorreto chamar isso de uma versão ‘degradada’ do serviço descontinuado Game Pass for Console. Aquele produto descontinuado não oferecia funcionalidade multijogador, que precisava ser comprada separadamente por um adicional de US$ 9,99/mês (totalizando US$ 20,98/mês).
Embora o preço do Game Pass Ultimate aumente de US$ 16,99 para US$ 19,99/mês, o serviço oferecerá mais valor por meio de muitos jogos novos disponíveis ‘no lançamento’. Entre eles está o próximo Call of Duty, que nunca esteve disponível em uma assinatura no tradicional Day One.
A FTC mal mencionou a assinatura no julgamento, focando-se na teoria de que a Microsoft retiraria Call of Duty do console da Sony. O tribunal distrital rejeitou corretamente essa teoria, que agora é ainda mais fragilizada pelo acordo de dez anos para manter a franquia no PlayStation – um contrato que a Sony ficou “entusiasmada” para firmar.
Embora a FTC agora tenha tentado mudar o foco para o suposto mercado de assinaturas, sua carta não se encaixa com seus argumentos anteriores. Deixando de lado o fato de ser comum às empresas mudarem suas ofertas de serviço ao longo do tempo, o caso da FTC em todos os seus supostos mercados sempre foi baseado no fechamento vertical, ou seja, que a Microsoft retiraria Call of Duty dos concorrentes e, portanto, prejudicaria a concorrência.
Mas, mesmo no suposto mercado de assinaturas, Call of Duty não está sendo retido de ninguém que o deseje.
E ainda não há evidências em nenhum lugar de prejuízo à concorrência: O serviço de assinatura da Sony continua a prosperar, mesmo colocando poucos títulos inéditos em sua assinatura no dia do lançamento, ao contrário da Microsoft. A transação, portanto, continua a beneficiar a concorrência e os consumidores – exatamente o que o tribunal distrital considerou corretamente.”
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Trata-se de uma disputa antiga, tendo começado quando a Microsoft anunciou a aquisição da Activision Blizzard por quase US$ 70 bilhões.
Na época, a FTC ainda tentou bloquear esse acordo, mas sem sucesso.
Fonte: Tom Warren






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