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Mortal Kombat volta para uma nova rodada nos cinemas, desta vez com um projeto pensado de forma mais próxima ao desejo dos fãs. O que o público vai achar, só vamos descobrir a partir de 7 de maio, quando a estreia finalmente acontecerá no Brasil. Os produtores, no entanto, se esforçaram muito para entregar algo que empolgue quem for assistir.
A convite da Warner Bros. Discovery, participei de uma coletiva de imprensa virtual com o elenco, produtores, roteirista e o diretor do filme, onde ouvi relatos extremamente animadores sobre o projeto.
O torneio finalmente começou

Mortal Kombat II (2026) traz os campeões do Plano Terreno como protagonistas mais uma vez, agora acompanhados por Johnny Cage (Karl Urban), em um confronto direto contra o domínio tirânico de Shao Kahn (Martyn Ford), o soberano da Exoterra. A urgência da vez é a seguinte: se os combatentes da Terra perderem novamente — pela décima vez consecutiva —, a humanidade será conquistada por Shao Kahn e seu exército.
Na coletiva, o produtor Todd Garner foi direto ao ponto e admitiu que a equipe não sabia o que o público realmente queria no primeiro filme. “Fazia tanto tempo desde o último filme que assumimos premissas que os fãs não precisavam“, admitiu Garner.
Se o primeiro longa serviu para “preparar o terreno“, o segundo chega com os pés no peito. O diretor Simon McQuoid e o produtor James Wan ouviram cada crítica dos fãs. Eles entenderam que o público exigia o espetáculo máximo.
“Sabíamos que o segundo filme sempre seria sobre o torneio. Foi uma jogada calculada estabelecer o mundo primeiro.“, explicou Garner.
Para James Wan, a diversão e a estrutura clássica do torneio são o coração desta sequência. O objetivo é entregar a jornada satisfatória que os jogadores esperam há três décadas.
A peça que faltava
A entrada de Karl Urban como Johnny Cage redefine a dinâmica do grupo. Em vez de apenas um alívio cômico, veremos um personagem com profundidade, alguém que já esteve no topo de Hollywood e agora luta para recuperar sua relevância.
“O segredo para improvisar bem é ter um bom roteiro como base. A química com o Karl Urban foi um acidente feliz que funcionou melhor do que imaginávamos.”, revelou Josh Lawson, o intérprete de Kano.
Urban, por sua vez, mergulhou de cabeça. O ator frequentou torneios de artes marciais reais na Nova Zelândia para garantir que cada movimento fosse autêntico. Ele sentiu o peso da responsabilidade vindo de dentro de casa.
“Meus filhos me deram o recado: ‘Pai, você vai ser o Johnny Cage. Não estraga tudo’,” revelou Urban sorrindo.
O retorno das sombras
Joe Taslim está de volta na sequência, mas esqueça o Sub-Zero. A transformação em Noob Saibot promete ser um dos pontos importantes do filme. Taslim, que é um artista marcial de elite na vida real, descreveu sua preparação como algo quase militar.
“Treine como se estivesse na guerra para que, na guerra, pareça apenas um treino. No set, eu podia lutar 12 horas sem parar e me sintia como uma criança correndo na chuva.”, revelou Taslim.
Já Martyn Ford traz um Shao Kahn físico e imponente. Com próteses que levavam cinco horas para serem aplicadas, Ford manteve um regime de treino insano, acordando à meia-noite para malhar antes de entrar no set.
Investimento alto no Fan Service
Ed Boon, o criador da franquia, esteve presente em cada passo da produção. Ele garante que o filme está repleto de segredos que farão os fãs assistirem várias vezes.
“Existem centenas de Easter Eggs. Se você assistir à versão IMAX, vai enlouquecer com o que colocamos lá.“, revelou Boon.
O roteirista Jeremy Slater disse ainda que usou Ed Boon como um “oráculo“, consultando o mestre sobre quais Fatalities e arenas deveriam ser priorizados para causar o maior impacto emocional possível.
O melhor filme de Mortal Kombat?
Mortal Kombat II parece ter finalmente corrigido a rota da franquia. O filme une o peso técnico de lutadores reais com a magia visual dos games. É um blockbuster feito por quem joga para quem joga.
Vai funcionar? Bem, as coisas parecem estar caminhando positivamente. O longa já conta com 77% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. É a melhor média da franquia na plataforma e está bem acima do que a maioria das adaptações de games costuma alcançar.