A Mulher-Maravilha não teve nenhum filme anunciado no capítulo um do DCU, porém, o universo da personagem vai ganhar uma série de TV, focada na política de Themyscira.
Esse certamente é um dos projetos mais curiosos dentre todos anunciados, pois não se sabe muito o que esperar.
Porém, existe um norte, que é “Paraíso Perdido“, uma história em duas partes contada por George Pérez e Phil Jimenez, em Wonder Woman #168 e #169, que no Brasil saiu recentemente na coleção de graphic novels da DC Comics, publicada pela Eaglemoss.
Qual é a história da HQ?

Na HQ, Diana e Hipólita estão distantes após diversas discussões sobre a rainha ter deixado Themyscira, para ser uma versão da Mulher-Maravilha na Sociedade da Justiça da América.
Paralelo a isso, as Amazonas de Themyscira e Bana-Mighdal começam um atrito após um atentado misterioso acontecer aos olhos de Diana e Donna Troy, enquanto Ártemis acredita ter sido sabotada durante uma das obras na cidade egípcia.
Themyscira acredita que Bana-Mighdal realizou o atentado, que é entendido como uma declaração de guerra, e Bana-Mighdal nega, e ainda acusa Themyscira de ter sabotado a obra de seu aqueduto.
Assim, começa uma grande e catastrófica guerra civil entre as Amazonas, que só se encerra quando Hipólita e Diana dissolvem a família real, abrindo mão dos títulos de rainha e princesa de Themyscira.
Quem são as Amazonas de Bana-Mighdal?

Bana-Mighdal é uma cidade fictícia localizada no Egito, que é totalmente ocupada por uma tribo de Amazonas.
A cidade ficou escondida por milênios, escapando da detecção de Themyscira.
Diferente das habitantes da Ilha Paraíso, as Amazonas de Bana-Mighdal não se opõem ao uso de tecnologia, nem ao comércio com o mundo exterior.
Por isso, quando vão à guerra, elas usam armas, helicópteros, tanques, enquanto as guerreiras de Themyscira optam por arco e flecha, espadas, escudos e cavalos.
O grande destaque dentre as Amazonas de Bana-Mighdal fica para Ártemis, que é vista como uma líder.
Existe uma chance considerável de Ártemis ser uma das vilãs da série da DC Studios.
Como ela pode ser explorada em uma série de TV?

É curioso ver duas edições de HQs, totalizando aproximadamente 40 páginas, inspirando uma temporada inteira de série de TV. Porém, muitos conceitos desenvolvidos em “Paraíso Perdido“, dão margem para que isso seja possível.
Esqueça a história que a HQ conta, pois é muito difícil que ela seja adaptada ao pé da letra. O foco é fixado na complexidade do mundo das Amazonas, que ao contrário do que os filmes da Mulher-Maravilha sugerem, não são apenas um grupo de guerreiras que vivem em harmonia em uma ilha.
Existem conflitos de interesses, de território, e até mesmo de ideologia.
Logo, a HQ pode inspirar a produção não só de uma, como de várias temporadas da série, dado o tamanho da complexidade que existe no mundo das Amazonas.
Além disso, será uma excelente oportunidade para enriquecer a história de fundo da Mulher-Maravilha, mostrando o motivo de ela ser uma guerreira tão habilidosa e inteligente, assim como sua mãe, Hipólita, que pode ser a protagonista da série.
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Uma “história de Game of Thrones” sobre a gênese e “a intriga política por trás de uma sociedade de todas as mulheres”, Paradise Lost se passa em Themyscira, lar das Amazonas e local de nascimento da Mulher-Maravilha.
“Como isso aconteceu? Qual é a origem de uma Ilha apenas com guerreiras? Quais são as verdades, tanto belas quanto complicadas, trás de tudo isso?” Disse James Gunn.
A série dramática se passa antes dos eventos de Mulher-Maravilha de 2017 e Mulher-Maravilha 1984 de 2020, que seguiram Diana (Gal Gadot) em sua jornada para “O Mundo dos Homens”.






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