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Estrelado por Gal Gadot, ‘Mulher-Maravilha‘ se tornou um dos filmes mais bem-sucedidos da DC, tanto de crítica quanto público, mas se dependesse apenas do clima nos bastidores, a situação teria sido bem diferente.

Durante participação no podcast WTF with Marc Maron, Patty Jenkins citou que travou uma “guerra interna” contra interferências da Warner Bros.

“Eles queriam me contratar como se fosse uma espécie de barba. Queriam que eu ficasse andando pelo set, mas tudo seria baseado na visão deles, e na história deles. E minhas ideias? Eles não queriam nem ler minha versão do roteiro. Faltou muita confiança naquele período. As coisas teriam sido muito diferentes no filme. O ponto de vista dele teria sido diferente.”

Contou.

“Quando assinei o contrato, a reação do estúdio foi, ‘Ah, certo, mas vamos seguir por esse caminho.’ E eu respondi, ‘As mulheres não querem ver isso. A Mulher-Maravilha sendo apenas durona, violenta e cortando as cabeças dos inimigos. Sou uma fã dessa personagem, e posso garantir que não é isso que o público quer.’ Até hoje, consigo sentir o nervosismo deles com meu ponto de vista para a história.”

No final das contas, as ideias da diretora foram aceitas, mas a desconfiança nunca saiu de perto.

“Eles não achavam que seria possível fazer sucesso do jeito que foi. O estúdio estava enlouquecido porque outros filmes de super-heroínas tinham falhado anteriormente, e Chris (Nolan) estabeleceu uma visão com a trilogia do ‘Cavaleiro das Trevas’. Sinto que ainda estavam tentando descobrir o que fazer exatamente com as propriedades da DC.”

Essa aclamação universal, no entanto, não se repetiu em ‘Mulher-Maravilha 1984‘. Além da crise da COVID-19 ter afetado a estratégia do estúdio em lança-lo nos cinemas, o filme também recebeu críticas divididas da imprensa.