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Prometida como uma divisora de águas para a Mulher-Maravilha, a edição 14 da fase de Tom King tem causado reações mistas nos Estados Unidos.

Além de trazer a morte Steve Trevor, a edição também revela a origem da filha da Mulher-Maravilha, Trinity.

Trinity foi feita a partir do barro e dotada com as essências entrelaçadas de ambos os pais, Diana e Steve. Ela teve que passar por tudo isso porque, quando sua mãe quis tê-la, Stever Trevor já estava morto. Seu alter-ego é “Elizabeth” em homenagem ao nome da amada avó de seu pai.

Toda essa sequência de eventos não agradou muito a parte dos leitores, que estão expressando ódio pela escrita de Tom King.

Os comentários vão desde um tom sarcástico, com: “Eu pensei que depois de deixar a CIA você não colaboraria mais com crimes“. Até declarações mais dramáticas, como:  “Parabéns por causar danos irreparáveis à Mulher Maravilha. Vá escrever para outra pessoa e deixe Diana para alguém que ama e respeita seu legado.”

Vale ressaltar que, este primeiro comentário remete ao fato de que Tom King foi agente da CIA antes de se tornar roteirista de quadrinhos, produtor da DC Studios, e um dos roteiristas-chefe da série de TV dos Lanternas da HBO.

Há fãs da Mulher-Maravilha que usam esse histórico do roteirista como agente da CIA para acusá-lo de estar usando a personagem como propaganda dos EUA.

Parem de promover a Mulher-Maravilha do Tom King“, escreveu Jae. “O homem não é apenas um ex-agente da CIA, mas está claro que ele a está usando como propaganda americana. Para continuar apoiando a Mulher-Maravilha, compre Absolute Wonder Woman em vez disso! É uma história feminista escrita por uma mulher.

Obviamente, também há quem apoie as decisões criativas do roteirista, que, goste ou não, deu uma enorme agitada no status da Mulher-Maravilha.

Tom King despedaçou meu coração novamente. A edição 14 da Mulher-Maravilha é uma obra de arte.”, escreveu Dany.

Crítico do conceituado site AIPTComics, David Brooke faz parte do grupo de pessoas que gostou bastante da leitura. Dando um 9/10 para a edição, ele a descreveu como “um olhar comovente sobre uma heroína de luto“.

Wonder Woman #14 articula lindamente o nascimento da Trinity, que surge através do amor verdadeiro e da perda. Esta é uma questão de luto e ver como uma heroína sofre para que possa se levantar mais forte do que nunca. Com base na página final, a perda do amor de sua vida só a tornou mais forte.“, escreveu Brooke.

Um dos mais premiados roteiristas de quadrinhos de sua geração, Tom King volta e meia se envolve nesse tipo de polêmica. Quando ainda escrevia a série do Batman, ele causou uma reação enérgica ao matar o Alfred.

Leia mais sobre Mulher-Maravilha:

Com roteiro de Tom King e arte de Daniel SampereWonder Woman #14 já está em circulação nas comic-shops norte-americanas.

Essa fase da Mulher-Maravilha, vale ressaltar, foi indicada ao Prêmio Eisner de Melhor Série Contínua este ano.

Fonte: ComicBook

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.


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