Estimated reading time: 4 minutos
O primeiro teaser de Cara-de-Barro (2026) deixou claro que a proposta de James Gunn de fazer com que cada filme do DCU tenha seu próprio gênero é para valer. Reagindo ao choque nas redes sociais, o chefe do estúdio compartilhou uma mensagem repleta de imagens; em uma delas, ele sugeriu qual deve ser o tom do reboot da franquia da Mulher-Maravilha.
“Desde o lançamento do teaser de Cara-de-Barro, as pessoas têm me perguntado: ‘Como isso vai funcionar? Um único universo com tons e gêneros tão diferentes?’ Minha resposta é: exatamente como nos quadrinhos, onde diferentes vozes e visões criativas inspiram cada projeto. Cada história tem um propósito em si mesma, independente das outras. Mas parte da diversão também é ver como fios aparentemente distintos podem se unir de forma elegante.“
Repare no carrossel que uma das imagens é a capa de Wonder Woman (1987) #196, uma edição importante da aclamada fase de Greg Rucka.

Quem não leu os quadrinhos geralmente associa Greg Rucka apenas ao fato de ele ter estabelecido que a Mulher-Maravilha também se sente atraída por mulheres (o que faz todo sentido, visto que ela cresceu em uma ilha habitada exclusivamente por elas). No entanto, o tom específico dessas histórias colocou a super-heroína em uma posição fascinante. Sua fase foi um grande thriller político ambientado em uma guerra onde a verdade era a principal arma, apresentando Diana a toda carga em suas quatro faces: a heroína, a campeã de Atena, a diplomata e a princesa.
Nessa fase, Diana operava principalmente como embaixadora de Themyscira nos EUA. Ao lançar seu livro de ensaios, Reflexões, ela se tornou uma figura pública polarizadora, enfrentando crises na ONU e lidando com as ramificações políticas de ser uma guerreira que vive entre deuses, tendo que jogar cartas no mundo do patriarcado. Esse cenário permitiu que as histórias explorassem temas de espionagem, burocracia governamental e as tensões entre nações, culminando no evento Projeto OMAC.
Em um gênero saturado de destruição em massa, a Mulher-Maravilha de Rucka se destacava por tentar resolver conflitos através da integridade e da diplomacia — provando que, às vezes, a verdade pode ser mais impactante e perigosa do que qualquer soco. Caso o DC Studios siga esse caminho, veremos uma versão da heroína muito mais cerebral, política e, consequentemente, multifacetada.
Essa é só uma imagem compartilhada por James Gunn, mas estamos cansados de saber que ele não as escolhe à toa. Além disso, Themyscira já é um elemento importante no DCU. Em Comando das Criaturas, fica muito claro que o governo dos Estados Unidos tem interesse em descobrir que recursos essa ilha, totalmente fechada para o mundo, esconde.
O novo filme da Mulher-Maravilha está atualmente em desenvolvimento com Ana Nogueira (Supergirl) como roteirista. Ainda não há um diretor anexado ao projeto, tampouco uma atriz escalada para o papel.






Comentários