
O mandato da Mulher-Maravilha como embaixadora honorária das Nações Unidas chegará a um fim relâmpago na sexta-feira, menos de dois meses após a nomeação da personagem dos quadrinhos que provocou protestos.
Planos haviam pedido o uso da Mulher-Maravilha em uma campanha de capacitação para mulheres e meninas em 2017, mas o papel da personagem terminará nessa semana, disse um porta-voz da ONU na segunda-feira.
A nomeação da heroína como embaixadora honorária da ONU para lutar pela igualdade de gênero recebeu várias críticas de que a escolha trouxe mensagens erradas sobre o propósito da causa.
Quase 45 mil pessoas assinaram uma petição on-line pedindo que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, reconsiderasse a escolha.
“Embora os criadores originais possam ter pretendido que a Mulher-Maravilha representasse uma mulher guerreira, forte e independente, com uma mensagem feminista, a realidade é que a iteração atual da personagem é a de uma mulher branca de proporções impossíveis”, diz a petição.
Dezenas de funcionários da ONU protestaram na sede da organização no dia da nomeação, quando Diane Nelson, presidente da DC Entertainment, disse que a campanha da Mulher-Maravilha apresentaria várias iniciativas “ao longo do próximo ano”.
A ONU não forneceu mais detalhes sobre por que da campanha da heroína estar terminando esta semana, mas o porta-voz Jeffrey Brez disse que as campanhas que usam personagens de ficção muitas vezes não duraram mais do que alguns meses.
Apesar disso, o porta-voz da DC, Courtney Simmons, revelou que no próximo ano teremos uma edição de Mulher-Maravilha nos quadrinhos abordando o empoderamento de mulheres e meninas.
O filme solo da personagem nos cinemas também tem estreia marcada para junho do ano que vem.




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