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Em meio à discussão global sobre o avanço da inteligência artificial, o cineasta Guillermo del Toro esclareceu que seu novo filme, Frankenstein, não é uma metáfora sobre a tecnologia. Em uma coletiva de imprensa no Festival de Cinema de Veneza, o diretor ressaltou que a obra, que tem Oscar Isaac como Victor Frankenstein e Jacob Elordi como a Criatura, se aprofunda em temas mais humanos.
Segundo del Toro, o filme é, na verdade, um drama familiar complexo e não convencional. Ele enfatizou que sua intenção não foi criar uma alegoria sobre a IA, apesar de reconhecer a relevância do tema.
Uma história de imperfeição e empatia
“Não foi pensado como uma metáfora para isso. Vivemos em uma época de terror e intimidação, sem dúvida. E não há tarefa mais urgente do que permanecermos, em uma época em que tudo empurra para um entendimento bipolar da nossa humanidade”, afirmou o diretor. Ele explicou que o filme se concentra em personagens imperfeitos, abordando o direito que temos de errar e de nos entendermos mesmo nas circunstâncias mais opressivas.
Em uma declaração bem-humorada que já viralizou, Guillermo del Toro disse: “Não tenho medo de inteligência artificial. Tenho medo da estupidez natural, que é muito mais abundante.” O diretor revelou que sua versão de Frankenstein é um projeto de longa data, que o acompanha desde a infância.
O longa Frankenstein terá uma estreia limitada nos cinemas a partir de 17 de outubro, antes de ser lançado globalmente na Netflix no dia 7 de novembro.
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Fonte: Comic Book