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Após perder a disputa pela compra da Warner Bros. Discovery, começaram a surgir especulações se a Netflix faria uma oferta para comprar a NBCUniversal. O mercado passou a analisar a possibilidade após a Comcast anunciar a separação da empresa em uma entidade negociada de forma independente.

No entanto, especialistas apontam que a aquisição da dona da Universal Studios é altamente improvável.

Brian Roberts e Mike Cavanagh negaram veementemente que a recente divisão tenha o objetivo de facilitar eventuais fusões e aquisições: “Nosso plano para a NBCUniversal e a Sky é construir e investir para o crescimento.”

Cavanagh explicou que a estratégia atual foca em manter a vanguarda e a liderança do mercado de entretenimento: “Temos a ambição, e isso é grande, de buscar oportunidades que nos mantenham à frente da evolução do comportamento do consumidor e das demandas do público.”

De acordo com Craig Moffett, o catálogo da NBCUniversal não possui o mesmo apelo direto que a Netflix buscava anteriormente: “Quando a Netflix fez sua proposta pela Warner Bros., ela praticamente revelou suas intenções.”

Para Moffett, o alvo principal da gigante do streaming sempre foi um acervo específico e propriedades intelectuais extremamente consolidadas. Os títulos da atual empresa não estão no mesmo patamar da detentora da HBO Max, mesmo sendo os melhores logo na sequência.

Outro fator complicador é a massiva estrutura de negócios adjacentes envolvida em um acordo desse nível. Rich Greenfield apontou que a Netflix não teria o menor interesse financeiro na rede de transmissão da NBC.

A posse dessas emissoras tradicionais implicaria em uma pesada regulamentação direta por parte de comissões federais de comunicações dos Estados Unidos. Além disso, a divisão de parques temáticos representa hoje o segmento de maior margem de lucros de toda a NBCUniversal.

Greenfield avalia que o serviço de streaming não deseja assumir a gigantesca responsabilidade de administrar esse tipo complexo de operação física. Mesmo que a Illumination, de Meu Malvado Favorito, fosse um grande atrativo, seria muito difícil separá-la do restante do conglomerado.

Diante desse cenário desafiador, a expectativa geral é que a recém-separada companhia atue de forma bem diferente do que os rumores apontam. Ela deve se posicionar na indústria muito mais como compradora do que como vendedora no futuro.

Ted Sarandos já havia esclarecido a posição cautelosa da corporação após a tentativa frustrada de negócio anterior com outra marca de peso: “Dissemos isso desde o início: o acordo com a Warner Bros. era um ‘bom diferencial’, não uma ‘necessidade’.”

Recentemente, a mesma plataforma negou de forma oficial diversos rumores de que estaria estudando ativamente a compra da Lionsgate. Todos os detalhes de mercado e as perspectivas de Wall Street foram publicados originalmente pela Variety.

Sem nenhuma nova fusão massiva confirmada no horizonte, o público continuará acompanhando os próximos lançamentos da Universal Studios normalmente. No Brasil, após as janelas tradicionais e exclusivas nas telonas dos cinemas, esses títulos geralmente chegam ao catálogo do Prime Video, serviço de streaming com o qual a Universal mantém um importante acordo, bem como na sua própria plataforma, o Universal+.

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