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De acordo com relatório da Reuters, a Nintendo está prestes a passar por uma mudança significativa em sua base acionária. Um grupo de acionistas estratégicos de longa data, incluindo grandes bancos japoneses, colocará à venda cerca de ¥290 bilhões (aproximadamente US$ 1,9 bilhão) em ações da companhia, equivalente a 2,8% do total em circulação.

O movimento faz parte do processo de desmontagem das chamadas participações cruzadas, prática tradicional no Japão em que empresas e instituições financeiras mantêm ações umas das outras para reforçar laços comerciais, modelo herdado do pós-Segunda Guerra Mundial e que vem sendo reduzido por pressão regulatória e da Tokyo Stock Exchange.

Entre os vendedores estão:

  • The Bank of Kyoto
  • Resona Bank
  • DeNA

Não é a primeira vez que bancos reduzem participação na Nintendo: em 2019, instituições financeiras venderam cerca de ¥71 bilhões em ações da empresa.

E segundo dados do relatório acionário mais recente, os principais detentores incluem:

  • The Master Trust Bank of Japan (conta fiduciária): 16,29%
  • Custody Bank of Japan (conta fiduciária): 5,24%
  • Public Investment Fund: 4,19%

O fundo soberano da Arábia Saudita é o maior acionista estrangeiro da companhia em 2023, embora tenha reduzido sua fatia desde então.

A venda coloca no mercado um bloco relevante de ações que antes estava em mãos estáveis, potencialmente alterando o perfil de propriedade da companhia no longo prazo. Uma das dúvidas é se a Nintendo também reduzirá participações que eventualmente possua nessas mesmas instituições financeiras, algo comum em acordos de participação cruzada.

Para amortecer o impacto da nova oferta de papéis, a empresa anunciou um programa de recompra de ações no valor de ¥100 bilhões (cerca de US$ 645 milhões), podendo atingir até 14 milhões de ações.

Após a divulgação da informação, as ações da Nintendo fecharam em alta de quase 3%, enquanto os papéis do Kyoto Financial Group subiram cerca de 10%.

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Fonte: Reuters via Game Rant



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