Por muito tempo, os quadrinhos da Marvel permaneceram anos luz à frente do que víamos nos cinemas e serviram como a principal fonte de inspiração do MCU. De uns tempos pra cá, no entanto, os leitores relatam que essa relação foi invertida.
Minisséries das HQs, como TVA e Ultimate Endgame, trouxeram visuais e conceitos idênticos aos do Universo Cinematográfico Marvel, confundindo os fãs sobre a relação dessas publicações com as adaptações, e fazendo-os questionar se a editora simplesmente havia esgotado a fonte da “casa de ideias”.
Agora, Stephen Wacker, que assumiu a cadeia de comando da Marvel Comics em julho deste ano, afirma apoiar que os quadrinhos ditem tendências para as adaptações, e não o contrário. Em participação na New York Comic-Con, ele disse (via Comic Book Movie):
“Não podemos ser a empresa que apenas protege marcas registradas dos maiores personagens da história dos quadrinhos, ou que os adapta para filmes ou séries de TV. Quero que sejamos a empresa que entrega o inesperado. Quero que os leitores discutam e consumam novas histórias [originais]. Quero que os varejistas se animam com as novas publicações, que os críticos sejam surpreendidos. Quero que o resto da indústria do entretenimento olhe para os nossos quadrinhos e digam: ‘Drog*, precisamos alcançá-los’. Essas são as histórias que eu e a nova equipe queremos construir.”
Na convenção, Wacker reconheceu que o sucesso do MCU criou a impressão de que os quadrinhos devam estar em sinergia com os filmes e séries, quando a relação deveria seguir o completo oposto: “É para ser o contrário”.
Em uma reunião com Kevin Feige, felizmente, o editor esclarece que o presidente da Marvel Studios esclareceu que as publicações não necessitam acompanhar o que acontece nas telas, e defendeu a ideia de que as HQs deveriam estar 15 anos à frente do que é adaptado.






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