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Ainda é cedo para cravar que O Agente Secreto (2025) estará na corrida do Oscar do ano que vem, mas o thriller com Wagner Moura acabou de ganhar um enorme reforço.

A NEON, distribuidora responsável por Anora (2025) e Parasita (2019), adquiriu os direitos para distribuir o filme brasileiro nos EUA.

Vale a observação de que os últimos cinco vencedores da Palma de Ouro no Festival de Cannes foram filmes distribuídos nos EUA pela NEON: Anora (2024), Anatomia de uma Queda (2023), Triângulo da Tristeza (2022), Titane (2021) e Parasita (2019).

O Agente Secreto (2025) tem boas chances de vitória no festival francês, e deve ser exibido em outros festivais antes de ganhar uma data para estreia nos cinemas brasileiros e norte-americanos.

Por que é um grande reforço para a corrida do Oscar?

A NEON já venceu o Oscar de Melhor Filme duas vezes, por Parasita (2019) e Anora (2025). Ela é uma empresa independente de produção e distribuição de filmes com muitos recursos e experiência em campanhas de premiações.

Se O Agente Secreto (2025) continuar sendo bem recebido nos festivais, a NEON não vai poupar esforços e nem investimento para levar o filme brasileiro ao Oscar. Com Anora (2025), por exemplo, eles investiram o triplo do orçamento de produção na campanha, desembolsando cerca de US$ 18 milhões.

O Agente Secreto (2025) custou US$ 4,7 milhões (R$ 26,6 milhões, na cotação atual) para ser produzido. A produção foi uma parceria do Brasil com Holanda, Alemanha e França.

Sobre o que é o filme?

O Agente Secreto (2025) é um suspense de crime, com elementos de terror na vertente body horror. Embora não seja diretamente sobre a ditadura militar, a história explora a lógica do Brasil nessa época.

Wagner Moura interpreta Marcelo, um homem cuja benevolência não é bem vinda na lógica social que o filme explora. Ele volta de São Paulo pra Recife em busca de paz, mas logo descobre que não vai encontrar isso por lá.

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Fonte: Variety