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Quando se fala em encontros caóticos nos quadrinhos, poucos conseguem bater de frente com o que acontece em Lobo vs Mask. De um lado, temos o bizarro anti-herói de rosto verde que ficou famoso na pele de Jim Carrey em 1994. Mas nas HQs, o Máskara – também chamado de Big Head – tem uma trajetória muito mais insana, recheada de ultraviolência, humor negro e uma publicação cheia de reviravoltas.
Ele é, na verdade, a manifestação física do poder mágico da lendária Máscara de Loki, usada por qualquer um que a coloque no rosto. E o efeito é sempre o mesmo: a pessoa perde o juízo e vira um agente do caos. Nos quadrinhos, ele não é um herói nem um justiceiro. Ele é simplesmente destruição pura, sem freios ou limites.
Já Lobo é o retrato perfeito da brutalidade cósmica da DC Comics. Um anti-herói exagerado, ultraviolento, imortal e cheio de sarcasmo. Ele já enfrentou e ajudou super-heróis como o Superman, mas vive mesmo de cumprir contratos intergalácticos como caçador de recompensas. Lobo é o único czarniano que existe porque… ele exterminou todos os outros, só pra tirar nota alta num trabalho escolar. Sim, é esse o nível de insanidade.
Então imagina o que acontece quando colocam o Máskara e o Lobo no mesmo quadrinho. O resultado é exatamente o que parece: um festival de pancadaria nonsense, piadas macabras, planetas explodindo e uma sequência de absurdos que desafia qualquer lógica. E é sobre isso que vamos falar no vídeo de hoje.
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Tudo começa com um ladrãozinho azarado chamado Ira Staub. Depois de um dia pouco lucrativo, Ira vê uma velhinha na rua e decide assaltá-la. Só que a velhinha era, na verdade, um policial disfarçado. Fugindo pela cidade, Ira se esconde num beco, onde encontra a Máscara jogada no chão.
Em outro planeta, Lobo é informado sobre os crimes violentos cometidos pela criatura conhecida como o Máskara. Inicialmente ele recusa o trabalho, já que está de férias, mas muda de ideia ao ouvir o valor da recompensa: 1 bilhão de créditos. Enquanto isso, na Terra, Ira caminha com a Máscara nas mãos, pensando em vendê-la, mas é interrompido por tropas alienígenas. Sem ter escolha, ele coloca a Máscara – e o caos começa.
Transformado no Máskara, ele provoca os alienígenas com uma série de transformações ridículas e violentas, antes de massacrar toda a equipe. Um policial chama reforços após a queda da nave, mas quem aparece é o próprio Lobo, que resolve a situação explodindo o policial e, em seguida, a equipe inteira de apoio. Em paralelo, o Máskara escova os dentes no beco como se nada tivesse acontecido. A partir daí, o quadrinho abandona qualquer tentativa de trama coerente e mergulha num frenesi de violência insana, onde a narrativa muda de cena o tempo inteiro.

Em um momento, o Máskara é um boxeador. No seguinte, é um escritor refinado narrando sua própria batalha. De repente, ele está numa sala de cinema, analisando a luta como se fosse um filme. Quando Lobo finalmente o ataca, descobre que o rosto do Máskara é como borracha. Lobo tenta enforcá-lo, mas o pescoço se estica como um chiclete até o outro lado da cabeça de Lobo. Ele então laça o pescoço estendido e o prende a um carro em movimento. O pé do Máskara se solta e fica no chão, enganando Lobo, que acredita tê-lo eliminado. Mas o vilão verde cresce novamente a partir do próprio pé. Eles são equivalentes em caos, e seguem brigando ao redor do mundo, assustando turistas e até recriando cenas de King Kong.
O Máskara engole Lobo inteiro, que abre caminho com sua motosserra de dentro do estômago. Logo depois, uma explosão os deixa só com as cabeças, o que não impede que continuem lutando – usando suas línguas como braços para empunhar armas. Quando os corpos regeneram, o Máskara propõe um acordo: diz que o verdadeiro criminoso procurado não é ele, mas o dono anterior da Máscara. Em troca de 10% da recompensa, ele se oferece para ajudar Lobo a encontrá-lo. E assim se forma a dupla mais destrutiva da galáxia.
Logo de cara, os dois destroem um alienígena apontado pelo Máskara como o antigo dono. Mas depois, ele diz que esse também não era o alvo certo – e que conseguiu novas informações. O problema é que essa já era a sexta vítima inocente. Lobo começa a desconfiar, mas continua a seguir seu parceiro caótico. Eles viajam para outro planeta, onde visitam um depósito de armas e descobrem um canhão tão poderoso que destrói não só o planeta onde estão, mas vários sistemas ao redor. Como bons amantes do caos, eles simplesmente caem na risada e continuam sua jornada para caçar… o Sol e a Lua.
Num bar conhecido como o mais perigoso do universo, o Máskara espalha que Lobo é um caçador atrás de todos ali. O resultado é previsível: uma briga generalizada, com Lobo esmagando todos os desafiantes. Ao final, em um momento em que Ira se sente fragilizado e chorando, Lobo consegue ajudar o sujeito a removê-la. Mas comete o maior erro possível: coloca a Máscara em si mesmo.
Nesse ponto, o quadrinho mergulha num surto absoluto de violência interplanetária. Lobo com a Máscara vira um monstro que devasta planetas inteiros, atravessa buracos negros e acaba voltando no tempo. Ele retorna ao momento anterior à primeira aparição do Máskara, retirando a máscara e deixando-a caída ali no beco, onde será encontrada por Ira, como vimos no começo da história.
Ao ir embora, Lobo dá de cara com seu eu do passado. Assim, ele engana esse outro Lobo, pinta o rosto dele de verde para parecer o Máskara, e o entrega como se fosse o verdadeiro criminoso – tudo para coletar a recompensa. Enquanto isso, o verdadeiro Máskara continua esperando Lobo na Terra, pronto para mais confusão.
No fim das contas, Lobo vs Mask é um quadrinho completamente surtado. Não há uma trama coesa, apenas uma sequência de cenas projetadas para entregar caos, sangue e gargalhadas. O próprio editor da HQ aparece de vez em quando só para ser atacado por tentar impor uma história com começo, meio e fim. E a verdade é que esse tipo de obra funciona justamente por isso: ela honra a essência dos personagens.