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Com 8 episódios e um ritmo corrido, O Exterminador do Futuro: Zero é a típica série da Netflix feita para ser maratonada. No entanto, quem devorou tudo de uma vez na ânsia de chegar logo à conclusão da história, pode ter ficado um pouco confuso com o seu final agridoce e em aberto.
Veja bem, em um primeiro momento, o que vou escrever a seguir pode parecer confuso, mas prometo discorrer mais e com spoilers a seguir: o fato de não existir uma conclusão concreta para a história é uma conclusão perfeita para a série!
ATENÇÃO!!! O conteúdo a seguir possui SPOILERS!
O que acontece na série?

A série começa em 2022, quando os humanos seguem sendo massacrados pela Skynet, que está se preparando para uma nova missão: mandar um Exterminador para 1997 para matar o cientista Malcolm Lee, antes que ele crie a inteligência artificial Kokoro.
No começo não fica claro o motivo de Kokoro ser um alvo da Skynet, mas sabe-se que a IA também é um alvo dos humanos, que mandam Eiko para 1997 com a mesma missão do Exterminador.
Mais tarde, descobrimos que Kokoro é uma grande rival dos dois lados, pois entende os riscos da Skynet e enxerga os humanos como uma grande ameaça ao planeta Terra.
Ao seu modo, a IA pode acabar de vez com a guerra, eliminando todos os envolvidos. Essa metodologia, no entanto, jamais foi o plano de Malcolm Lee, que luta durante toda a história para convencer sua criação de que os humanos ainda têm salvação.
Mas onde estava essa Kokoro nas outras obras da franquia?
A série estabelece o conceito de que, a cada viagem no tempo, uma nova realidade é formada, modificando o passado dos personagens e possibilitando um futuro todo em aberto.
Como visto nos filmes da franquia, não importa quantas vezes os humanos voltem para o passado impedindo ou adiando o Dia do Juízo Final, a Skynet vai dar um jeito de garantir sua existência no futuro em outra realidade.
Ou seja, existe um eterno looping paradoxal de perseguição de gato e rato entre humanos e máquinas, e Malcolm Lee é quem percebe sua existência no futuro.
É justamente na tentativa de encerrar a guerra de vez que Lee desenvolve a ideia de Kokoro e escolhe voltar no tempo para os anos 80, quando acredita que terá subsídio o suficiente para dar vida à IA no Japão.
Resumidamente, a existência de Kokoro é resultado de uma nova realidade criada a partir da viagem do cientista no tempo, que acaba bagunçando ainda mais o futuro quando se apaixona por uma mulher e tem três filhos com ela.
Depois de vários eventos explosivos e grandes reviravoltas, descobrimos junto a Eiko que ela viria a se tornar a mãe de Malcolm no futuro, e que o Exterminador foi enviado para o passado pelo próprio filho do cientista, Kenta, que mais velho assume o papel de líder da resistência humana e faz um acordo com a Skynet pela derrota de sua inimiga em comum, Kokoro.
No final, Malcolm é morto e o destino de Kokoro fica nas mãos de Kenta, que mesmo sabendo da participação de seu eu do futuro nisso tudo, decide não eliminar a IA, e isso cria um futuro em aberto.
O que significa o final?

Com Eiko no passado interferindo na criação de Kokoro, não se sabe se a IA decidirá eliminar a humanidade no futuro.
Kokoro controla um exército de robôs e ainda está aprendendo sobre o impacto da humanidade na Terra. Ela ainda pode extinguir a vida no planeta, bem como parar a Skynet. No entanto, existem dúvidas em seus pensamentos, o que dá chance para os humanos retomarem seu lugar no mundo.
A grande diferença de Kokoro para as máquinas da Skynet é que ela é uma IA com livre-arbítrio, sem qualquer programação pré-definida.
No fim, a história ter um final em aberto reforça a existência desse looping paradoxal da franquia, sugerindo que ele segue sendo alimentado, ao mesmo tempo que levanta a possibilidade de a guerra entre humanos e máquinas estar próxima de acabar, agora que essa nova IA entrou no jogo.
Tudo que Malcolm Lee queria era dar uma chance para a humanidade, que estava condenada a passar a eternidade presa nesse looping com as máquinas. De certa forma, ele obteve sucesso no seu plano, pois os humanos finalmente têm alguma chance contra a Skynet, embora não fique claro se ela é grande ou pequena.
Considerando que o ciclo temporal é o grande tema da história, ela não poderia terminar de maneira melhor, pois ao ser abordada a criação de outras realidades a cada viagem no tempo, não há qualquer interferência em outros projetos da franquia e ainda fica margem para possíveis sequências.
Vai ter 2ª temporada?

Ainda não se sabe se haverá uma 2ª temporada de O Exterminador do Futuro: Zero, mas claramente há horizontes a serem explorados pela equipe criativa.
O final seguirá sendo bem executado caso a série não seja renovada pela Netflix. Caso volte, O Exterminador do Futuro: Zero deve focar na nova missão de Eiko, que terá que proteger seus netos a todo custo.
Além disso, o Dia do Juízo Final não foi impedido, mas apenas adiado mais uma vez, enquanto os humanos já estão em guerra contra as máquinas em 1997.
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O Exterminador do Futuro: Zero é uma história de Mattson Tomlin (Batman) que conta com direção de Masahi Kudo.






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