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A obra-prima de Mel Brooks, O Jovem Frankenstein, está se tornando quase um “lost media” na era digital. Considerado uma das maiores comédias de todos os tempos, o filme é hoje surpreendentemente difícil de encontrar, e a situação no Brasil é idêntica à do mercado internacional: o longa não está disponível em nenhum serviço de streaming, nem para compra ou aluguel digital.

Este fenômeno, que afeta diversos clássicos do catálogo da 20th Century Fox (como Cocoon e Strange Days), intensificou-se desde a aquisição do estúdio. Apesar de O Jovem Frankenstein ter celebrado seu 50º aniversário no ano passado, a única maneira legal de assisti-lo, tanto aqui quanto no exterior, é através de um antigo Blu-ray lançado em 2008, um disco que já tem quase 17 anos.

A contradição da restauração em 4K

O Jovem Frankenstein
Reprodução: Divulgação

O que torna o desaparecimento do filme ainda mais bizarro é que ele foi totalmente restaurado em 4K no ano passado. Essa nova versão foi exibida com sucesso em vários cinemas, com sessões de reprise esgotadas pela América do Norte. Seria de se esperar que a detentora dos direitos aproveitasse o momento para um relançamento de gala, especialmente considerando que uma série derivada está a caminho no canal FX.

O debate sobre o caso de O Jovem Frankenstein foi levantado pelo diretor Chris Miller, que forma dupla com Phil Lord, no X (antigo Twitter). Veja abaixo a postagem do cineasta:

Enquanto é difícil encontrar maneiras legais de assistir ao clássico filme original, ainda não há previsão de lançamento para a série baseada em O Jovem Frankenstein, da FX.

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