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Para alguns, ele é um talento geracional inegável. Para outros, apenas um rapaz de performances superestimadas. Ame ou odeie, uma coisa é clara: Timothée Chalamet causa impacto. Descoberto pelo grande público em um papel menor em Interestelar e alçado ao estrelato com Me Chame Pelo Seu Nome, Chalamet viu a internet sugerir dezenas de substitutos para seu trono ao longo dos anos. Todos foram esquecidos, mas ele continua aqui, maior do que nunca.
Sua permanência se deve a um inegável faro comercial. Ele transformou riscos em ouro: Duna, de Denis Villeneuve, e o musical Wonka (que arrecadou US$ 630 milhões) provaram que ele leva o público aos cinemas. No ano passado, bateu na trave com Um Completo Desconhecido. O filme se tornou o maior lançamento da Searchlight Pictures, rendeu a Chalamet um SAG Award, mas o Oscar escapou para Adrien Brody (O Brutalista), que impediu o jovem de quebrar seu recorde de idade. Sinceramente? Foi melhor assim. Sua “imitação” de Bob Dylan era técnica, mas faltava a alma que ele encontrou agora.
A consagração de um novo astro e o duelo com Wagner Moura

Agora, o cenário é diferente. Em Marty Supreme, Chalamet entrega a performance de sua vida como Marty Mauser (inspirado na lenda do pingue-pongue Marty Reisman). O filme já é um fenômeno, consagrando-se como a maior bilheteria da história da A24 nos Estados Unidos e estando prestes a quebrar o recorde global do estúdio.
Seu personagem é um nova-iorquino ambicioso, irritante e fascinante. Diferente dos mocinhos tradicionais, Marty não pede sua simpatia, e Chalamet joga com isso magistralmente. É aqui que mora o perigo para o brasileiro Wagner Moura, que vem forte ao Oscar 2026 por O Agente Secreto. Esqueçam Michael B. Jordan em Pecadores ou Leonardo DiCaprio em Uma Batalha Após a Outra; o duelo real é entre o brasileiro e o “príncipe” de Hollywood.
A narrativa da Academia é clara: a indústria precisa desesperadamente coroar novas estrelas de cinema, não apenas franquias. Chalamet encarna o arquétipo do Tom Cruise pré-Missão: Impossível: um jovem com ego, que não tenta ser o “queridinho”, mas que encara a câmera com uma atitude de “vocês vão ter que me engolir”. Talvez o mundo nunca se convença totalmente, mas Marty Supreme prova que ele está jogando para vencer.
Marty Supreme está em cartaz nos cinemas. A cerimônia do Oscar 2026 acontece na noite do dia 15 de março.






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