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Seja ótimo, meia-boca ou terrível, O Mandaloriano e Grogu (2026), quando chegar aos cinemas em 21 de maio, será um marco importante para a franquia de Star Wars e isso não pode ser menosprezado.
Pode-se dizer que as séries The Mandalorian e Andor foram as duas novidades mais impactantes de Star Wars desde que a franquia se tornou propriedade da Disney. O fato do Mandaloriano estar indo para os cinemas é quase uma promoção, dada a viabilização que a série trouxe para a expansão do universo em live-action — e, convenhamos, é merecido.

Quando produziu a trilogia sequel, a Disney ensaiou um esforço de usar a nostalgia para catapultar novos personagens e rumos para a franquia. Contudo, decisões aberrantes — como dar o sobrenome Skywalker à Rey — configuraram um grande fracasso para o estúdio. Eles não conseguiram renovar a franquia nos cinemas, pois, entre idas e vindas, mantiveram a trama de uma galáxia inteira ligada a uma única família.
Você certamente vai querer trazer Rogue One (2016) para a discussão para rebater o artigo, mas mesmo este derivado tem uma ligação nostálgica muito forte com os filmes clássicos, uma vez que acontece imediatamente antes de Uma Nova Esperança (1977).
Se nas animações e no live-action para o streaming a marca assumia riscos altos com novos gêneros e personagens, o que marcou Star Wars nos cinemas foi a covardia do conforto de não desapegar dos antigos heróis. Nesse sentido, Os Últimos Jedi (2017) havia sido um presente de Rian Johnson, mas o medo falou mais e quando desfizeram as mudanças do cineasta, quase mataram a franquia.

Fato é que Star Wars sempre possuiu um universo vasto, mas o cinema o observou por tempo demais com uma viseira. Como um faroeste de samurai espacial, O Mandaloriano e Grogu é a primeira aposta que foge desse rumo. Um risco controlado, é verdade; é basicamente a Lucasfilm colocando o pé na água para sentir a temperatura, mas não deve ser ignorado como um esforço latente da franquia em explorar seu potencial galáctico.

Vários projetos desse tipo morreram nos últimos anos, mas já temos outro confirmado para o ano que vem que desperta bastante curiosidade. Star Wars: Starfighter, com Ryan Gosling, chega aos cinemas em 27 de maio de 2027, pegando carona em O Mandaloriano e Grogu como mais um filme que não tem a eterna batalha entre Sith e Jedi no primeiro plano.

Se o longa dirigido por Shawn Levy fizer sucesso — ou qualquer outro que seguir essa pegada —, haverá muito o que agradecer a O Mandaloriano, pois é a saga de Din Djarin que está abrindo essa porteira.
Muitos estarão atentos ao desempenho modesto nas bilheterias, mas, honestamente, o papel dessa produção é muito mais complexo do que apenas gerar lucro. Trata-se de tentar conquistar um novo público, iniciando, definitivamente, uma era de exploração para Star Wars nos cinemas — e, nossa, já passou da hora de parar de caminhar se apoiando na bengala da nostalgia! Feliz 4 de maio para vocês, meus amigos.
Atenção: Este texto é baseado inteiramente na opinião de seu autor e não necessariamente reflete a opinião do site.






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