Um dos gêneros mais interessantes e intensos dos games é o Hack & Slash, que conta com combates rápidos, muitos inimigos para serem derrotados e combos para serem aplicados. Mas o que é e como ele nasceu? E por que é tão apaixonante? É isso que vamos discutir hoje neste artigo.
O que é um jogo Hack & Slash?
O Hack & Slash é um subgênero dos jogos de ação, que nasceu a partir do conceito dos jogos beatém up, onde o combate corpo a corpo continua sendo o principal foco da experiência. Se você for seguir a tradução literal, seria algo como “massacrar e cortar”, ou seja, o combate é a principal dinâmica e, para isso acontecer, o game precisa ter muitos inimigos no cenário, cercando seu personagem para que ele possa “dançar” pela tela enquanto acaba com todos os adversários.
Geralmente, esses jogos trazem personagens em terceira pessoa, frequentemente usando armas comoe spadas, facas e seguindo uma grande sequência de golpes contra diversos adversários. É possível que o jogo conte com exploração, puzzles, além de outros grandes desafios.
A grande satisfação está mesmo na evolução do personagem e de suas habilidades, o objetivo é sobreviver, errar pouco e vencer os inimigos da forma mais criativa e cinematográfica possível.
Quais jogos definiram o gênero?

É impossível falar em Hack & Slash sem citar Devil May Cry no PlayStation 2, lançado em 2001, o jogo iniciou uma série que trouxe uma bela combinação de movimentos e estilo, ajudando a popularizar a sensação de que a forma de derrotar inimigos também faz parte da recompensa. A própria Capcom identifica a franquia com a proposta de “ação estilosa”
Poucos anos depois, God of War, lançado em 2005 pela Santa Monica Studio, trouxe ainda mais popularidade ao gênero, combinando a ação intensa com narrativa cinematográfica e batalhas contra chefes gigantes. Com isso, o Hack & Slash se tornou um dos estilos mais populares e reconhecíveis dos jogos de ação.

Na real, God of War trouxe algo muito mais marcante visualmente do que Devil may Cry: as Lâminas do Caos fazem um espetáculo na tela, enquanto tudo é cercado por personagens da mitologia grega, algo muito mais reconhecível do que que toda a lore de Dante e seus amigos. Sem contar que God of War se tornou incrivelmente cinematográfico.
Obviamente, como você deve ter percebido, o PlayStation tem um papel bastante importante nessa trajetória, algo que foi iniciado por esses games, mas acabou sendo solidificado por outras franquias que vieram depois em outros dispositivos. Neste sentido, devemos lembrar de Ninja Gaiden, lançado no Xbox em 2004, e também a franquia Bayonetta, que ficou bastante famosa na plataforma da Nintendo.
A nova onda do Hack & Slash

Bom, pensando em como este gênero evoluiu, não podemos deixar de citar Marvel’s Wolverine, que estimula bastante o avanço agressivo do personagem em cima dos adversários, enquanto oferece uma grande gama de personalização. O jogador pode aprender novas técnicas, equipar o seu personagem e mudar variáveis como resistência e janelas de aparo. Além disso, o game também oferece desafios, repetição de missões o New Game Plus.
Wolverine também introduz o sistema de raiva, que é alimentado por ações como ataques bem sucedidos, aparos e eliminações, que são relacionados tanto à força ofensiva quanto ao uso do fato de cura, aproximando o sistema de combate das características do personagem.
Também devemos lembrar que Wolverine nem precisa de espadas, facas ou outro tipo de armas, afinal, ele tem suas garras de adamantium, algo que o jogador aprende a dominar durante o gameplay. Aliás, em nossa análise do jogo, salientamos como o combate visceral do jogo faz o jogador realmente se sentir na pele do baixinho dos X-Men, além de elogiarmos como o visual está ainda mais impactante do que vários jogos do PlayStation 5 Pro. Se você quer experimentar um Hack & Slash, talvez seja uma boa pedida para começar.






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