Com o sucesso de Avatar: O Caminho da Água, que cada vez mais se aproxima da incrível marca de US$ 2 bilhões em bilheteria ao redor do mundo, a franquia de James Cameron não vai ser encerrada no seu 3º filme, como estava previsto caso a nova produção tivesse fracassado.
Sabendo que o próximo capítulo vai servir para expandir ainda mais a franquia, dá para se ter uma expectativa mais desenhada do que podemos vamos ver.
Com isso, este artigo destaca os rumos que a franquia pode seguir já em Avatar 3, que segundo um relatório da BBC, vai ser chamado de Avatar: O Portador(a) da Semente.
Novos vilões

James Cameron já confirmou que Avatar 3 vai apresentar uma tribo Na’Vi, que vai abrigar o “Povo das Cinzas“, que vive em um ambiente ardente e vulcânico, e vão representar um lado mais sombrio da raça alienígena.
Falando o português claro, o próximo filme da franquia vai apresentar os Na’vi de Fogo, que não vão ser bonzinhos como os da água e da floresta.
Logo, é bem provável que Avatar 3 mostre pela primeira vez uma disputa mais política entre os Na’vi, após ter flertado levemente com isso em O Caminho da Água.
Afinal, o “Povo das Cinzas” tem motivos o suficiente para desconfiar de Jake Sully, que além de trazido morte ao povo da água, não é um verdadeiro Na’vi, dada a sua origem humana.
Além de Jake, quem também pode não contar com uma boa avalição para os Na’Vi do fogo é Tonowari, chefe do povo da água, que pode chegar a ser considerado um traidor de sua raça por abrigar o antigo líder do povo da floresta.
Guerra Civil em Pandora
Com a introdução dos Na’vi de Fogo, e todas as possibilidades levantadas no tópico anterior, a franquia Avatar pode ganhar um respiro muito importante, ao se distanciar da trama tradicional de humanos contra alienígenas.
Avatar 3 pode dar início a uma grande guerra civil em Pandora, que caso seja bem trabalhada, vai levar a franquia para um lugar bem mais complexo pelos dois filmes que virão depois dele.
Afinal, a franquia evidenciaria pela primeira vez que os Na’vi não são totalmente pacíficos entre si.
Desenvolvimento do arco do Spider
O futuro de Spider é um grande ponto de interrogação, principalmente depois de ele estreitar os laços com o Na’vi que carrega as memórias de seu pai biológico, Quaritch.
O jovem decidiu salvar a vida do vilão, que colaborou indiretamente com a morte de Neteyam, filho biológico mais velho de seus pais adotivos, Jake e Neytiri.
Devido a isso, o próximo filme vai ter que responder uma questão bem importante: Será que família Sully vai descobrir que ele salvou Quaritch? Qual será a reação de todos eles?
Levando em consideração que Neytiri não nutre tanto carinho com seu filho adotivo humano quanto com os seus biológicos, é uma possibilidade que Spider seja afastado da família como um traidor, o que pode levar ele a se juntar de vez ao seu pai biológico.
Outra possibilidade interessante é a de que ele seja um meio para o qual Quaritch possa encontrar a sua redenção, ajudando o vilão a se aproximar da família Sully.
Redenção de Quaritch?
Redenções no cinema quase nunca dão certo, pois boa parte delas são muito mal desenvolvidas.
Quando se fala do arco de Quaritch na franquia Avatar, esse é um cuidado a se tomar. Afinal, o vilão foi responsável por danos pesadíssimos para o protagonista.
No caso de Quaritch em Avatar 3, existem duas facilidades. Uma é que esse não é o mesmo coronel do primeiro filme, e sim um Na’vi com memórias implantadas. A outra é que ele não participou diretamente da morte de Neteyam.
Falando necessariamente do fato de essa versão do vilão ser um Na’vi, é importante ressaltar que ele estudou os costumes, a língua e até mesmo se conectou com a natureza de Pandora em meio a sua jornada de perseguição a Jake. Logo, o novo Miles Quaritch é muito menos humano do que a sua memória acusa.
Além disso, a introdução do “Povo das Cinzas” pode facilitar essa redenção, já que um mal maior pode surgir para parte dos Na’vi, que podem acabar sendo obrigados a trabalhar juntos com os humanos.
O fato é que qualquer ideia que envolva redenção será polêmica, mas o segundo filme realmente pareceu deixar o terreno pronto para isso acontecer.
Kiri é a portadora da semente?
A verdadeira origem de Kiri é um dos mistérios que O Caminho da Água fez questão de não responder.
Sabemos apenas que a personagem de Sigourney Weaver é diferente de todos os Na’Vi apresentados até agora, não só por ter “poderes“, mas também por nascido de forma misteriosa através do corpo do Avatar inconsciente da Doutora Grace.
A relação de Kiri com Eywa (a entidade máxima de Pandora) deve ser um tema importante para Avatar 3, que pode inclusive justificar o suposto subtítulo The Seed Bearer (O Portador(a) da Semente, em tradução livre).
Para ser destaque no título do filme, quem detém a semente deve ser alguém muito especial, que já pode ter aparecido na franquia.
É natural que se aposte em Kiri para essa função, mas a gente nunca realmente sabe o que James Cameron vai aprontar.
Um fato é que, sendo ela ou não a portadora dessa tal semente, a personagem de Sigourney Weaver claramente vai ter uma função muito importante para o resto da franquia.
Mais humanos
Os humanos estão de volta a Pandora, agora de uma forma bem mais massiva do que no primeiro filme, e estão explorando coisas muito mais valiosas do que minérios.
A nova e gigante colônia humana de Pandora já apareceu em O Caminho da Água, porém, muito pouco dela foi mostrado até agora.
Com a necessidade do roteiro de chamar o “Povo das Cinzas” para o conflito, é natural imaginar que os humanos tenham algum papel nisso, o que pode ocasionar na introdução de mais personagens como os caçadores de baleia do segundo filme.
Desenvolvimento da saga da família Sully
Perder um filho ou irmão nunca é fácil, ainda mais nas condições em que a família Sully se encontra, após ter sido obrigada a fugir de sua própria casa.
A distância de casa e o luto devem ter um grande peso para o arco dos Sullys em Avatar 3, e Lo’ak e Kiri devem acabar ganhando uma função maior na trama, ao assumirem se tornarem os filhos mais velhos.
É bem verdade que O Caminho da Água terminou com a sugestão de que Jake deve voltar para floresta e confrontar os humanos, e esse embate tem grande chance de estar situado no primeiro ato do filme, para que o “Povo das Cinzas” possa ser introduzido e puxado para o conflito a seguir.
Porém, com o corpo de Neteyam sepultado em Metkayina (sede do povo da água), é difícil imaginar que os Sullys deixem as propriedades da tribo da água todos de uma vez.
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Passaram-se pouco mais de dez anos após os momentos de tensão vividos em Pandora por conta da desenfreada e desumana exploração. Agora, a alma de Jake Sully (Sam Worthington) vive em seu novo corpo Na’vi. Com a nova família formada com Neytiri (Zoe Saldaña), eles vivem no espetacular universo do planeta, onde fazem alianças para manter a paz. Tudo muda radicalmente quando a corporação RDA retorna para terminar o que havia começado. Chegou a hora de formar um exército para proteger o seu futuro da nova ameaça humana.
Com direção de James Cameron, a sequência do filme de 2009, Avatar: O Caminho da Água, está em cartaz no Brasil.
O elenco principal traz Sam Worthington (À Beira do Abismo), Zoe Saldaña (Guardiões da Galáxia), Sigourney Weaver (Aliens: O Resgate), Cliff Curtis (Heróis), Kate Winslet (Mare of Easttown), Stephen Lang (O Homem nas Trevas), e David Thewlis (Mulher-Maravilha).
Do que se trata a sequência?
Avatar: O Caminho da Água é a aguardada sequência de Avatar (2009), filme que possui a maior bilheteria de todos os tempos. O diretor James Cameron retorna como o responsável pelo projeto, que será o primeiro de quatro sequências em desenvolvimento.
Apesar de estarem em uma vida pacífica com sua família após os eventos do longa original, Jake Sully e Ney’tiri devem sair de casa para explorar outras regiões de Pandora, indo para o mar e fazendo pactos com outros Na’vi.
No entanto, a situação se complica quando a ameaça dos humanos retorna, e a guerra eclode novamente. Jake e Ney’tiri precisam fazer novas alianças, enquanto lutam para ficarem juntos e cuidarem não só de sua família, como de toda a tribo.