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O TEXTO A SEGUIR CONTÉM SPOILERS DE CAPITÃO AMÉRICA: GUERRA CIVIL

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Capitão América: Guerra Civil
finalmente fez sua estreia nos cinemas, e o filme dirigido pelos irmãos Russo acabou trazendo algumas dúvidas sobre o funcionamento do MCU (Marvel Cinematic Universe) a partir de agora. Com os Vingadores agindo como fugitivos, Steve Rogers buscando asilo em Wakanda, e Tony Stark fora da equipe, muitas questões começam a surgir não apenas sobre o futuro do grupo, mas sobre como outros filmes da Marvel Studios irão se encaixar até a chegada do evento Vingadores: Guerra Infinita, que será dividido em duas partes prometendo ser o grande ápice de tudo apresentado pelo estúdio nos cinemas até agora. Antes do encontro de gigantes que colocará os Vingadores em confronto com Thanos em abril de 2018, teremos ainda Doutor Estranho (em novembro deste ano) Guardiões da Galáxia Vol.2 (abril de 2017) Spider-Man: Homecoming (julho de 2017), Thor: Ragnarok (novembro de 2017), e Pantera Negra (fevereiro de 2018), onde alguns deles (alguns mais do que outros) provavelmente contarão com mais informações a respeito do destino dos Vingadores após a cisão vista em Guerra Civil.

É difícil imaginar ou até mesmo conceber que após os eventos traumáticos do filme, a equipe que encontra-se em frangalhos venha a ter contato novamente somente em Guerra Infinita, ainda mais se considerarmos que Robert Downey Jr. (Tony Stark) já está confirmado como parte do elenco do filme do novo Homem-Aranha, interpretado pelo ator Tom Holland, e que fez sua estreia em Guerra Civil. Rumores apontam ainda que Chris Evans (o Capitão América) possa vir a também participar do filme, mas de acordo com o que vimos no filme dos Russo, é mais provável que Steve Rogers seja coadjuvante no filme de um outro personagem que também fez sua estreia em Guerra Civil antes de brilhar em seu filme solo: o Pantera Negra. Como vimos na cena pós-créditos do filme, Rogers não apenas buscou asilo em Wakanda, como confiou em T’Challa para deixar Bucky em estado de hibernação enquanto o Soldado Invernal ainda não consegue ter pleno controle sobre os comandos inseridos pela Hydra em sua psique.

No entanto, o tamanho de tais participações (tanto a já confirmada do Homem de Ferro quanto a suposta do Capitão) precisam ser dosadas para não acabarem prejudicando ao invés de ajudar. É inevitável pensar que dividir a tela de seus filmes solo com personagens já tão consagrados no MCU, pode acabar atrapalhando Homem-Aranha e Pantera Negra, dois heróis que ainda precisam mostrar todo seu background para o público. Essa ideia de usar alguns dos personagens nos filmes solo de outros, numa espécie de versão cinematográfica Marvel Team-Up parece realmente ser algo que permeará a Fase Três do estúdio, uma vez que até o Hulk (Mark Ruffalo) foi confirmado em Thor: Ragnarok. E por falar no terceiro filme de Thor, segundo o diretor Joe Russo, o longa – assim como provavelmente Guardiões da Galáxia Vol.2 – já irá preparando o terreno para Vingadores: Guerra Infinita. O que faz muito sentido, levando em consideração que vimos uma Manopla do Infinito no cofre de Odin, e pelo fato de Loki atualmente ser o soberano de Asgard. O mesmo Loki que recebeu ajuda de Thanos para invadir a Terra em Vingadores (2012).

”Estão criando muitas coisas incríveis em Ragnarok, o que de certa forma marca o inicio da Guerra Infinita. Acredito que isso o colocará [Thor] em uma posição muito interessante e profunda. Ele terá uma motivação muito emocional após alguns acontecimentos.”

Apesar dos personagens apenas estarem dando uma força nos filmes um dos outros, aparentemente não teremos um filme que de alguma forma foque na relação dos Vingadores antes de Guerra Infinita, mesmo que o final de Guerra Civil tenha deixado um gancho onde Steve deixa claro que Tony sempre será bem vindo a se juntar à equipe novamente. Tal situação acaba lembrando muito os quadrinhos que saíram logo após a Guerra Civil de Mark Millar e Steve McNiven, onde existiam duas equipes distintas de Vingadores: Os Novos Vingadores que haviam sido reunidos pelo próprio Capitão América em eventos posteriores à saga A Queda e que acabaram se tornando foragidos da justiça pós Lei de Registro, e os Poderosos Vingadores de Tony Stark, contando com pesos pesados como Miss Marvel (Carol Danvers, antes de ser a Capitã Marvel), Ares e Sentinela.

É muito provável que algo semelhante venha a acontecer no cinema, e que na primeira parte de Guerra Infinita nos deparemos com dois grupos de Vingadores agindo separados até a iminente ameaça que acabará por uni-los novamente. Se isso se concretizar, é possível que a ideia da formação dessas equipes ocorra justamente nos filmes do Homem-Aranha e do Pantera Negra, que até agora são os que tem mais potencial de desenvolver a relação dos Vingadores. Tal teoria se encaixa ainda na inclusão de um outro personagem, que fez parte dos Vingadores justamente nessa época, e que aparentemente é o único dos novos personagens a não ter qualquer participação de outros heróis em seu filme. É claro que estou falando do Doutor Estranho.


Imaginando essa divisão de Vingadores e tomando-a como base nas teorias daqui em diante, é preciso imaginar o lado ao qual Stephen Strange (que no cinema será interpretado por Benedict Cumberbatch) se filiaria. Nos quadrinhos, Strange acaba se juntando aos Novos Vingadores, mas de acordo com o que vimos até agora no Universo Cinematográfico, e com as baixas no “Time Homem de Ferro”, é mais provável que o personagem seja um reforço para Tony Stark, ao lado de Visão e do próprio Homem-Aranha. O interessante aqui, é que apesar de Vingadores: Guerra Infinita ser vendido como um evento em duas partes, é pouco provável que o segundo filme seja uma continuação direta do primeiro, ou que se trate de um mesmo filme dividido em duas partes, como tem se tornado comum em Hollywood desde o final de Harry Potter, e sendo reprisado por outras adaptações literárias como Crepúsculo e Jogos Vorazes. Isso porque entre o período de um ano que separará os dois filmes, teremos ainda a chegada da Capitã Marvel no MCU, além de um segundo filme para o Homem-Formiga, dessa vez introduzindo a Vespa. Todos personagens que obviamente servirão como reforço em Guerra Infinita: Parte 2

Com um período de tempo entre os filmes no qual o pêndulo continuará em movimento, o mais lógico a se pensar é que, apesar de conter uma mesma trama, cada um funcionará como uma parte separada de um todo. A aposta aqui é que tenhamos um primeiro filme onde o primeiro ato servirá para apresentar duas equipes distintas de Vingadores, onde no decorrer da história veremos Thanos – que como todos sabem, já está de posse da Manopla do Infinito – reunindo as joias do infinito para conseguir mais poder do que qualquer um jamais sonharia. Terminando o filme com o vilão conseguindo o que buscava, temos aí o período de tempo necessário para os heróis então se prepararem para o segundo embate, esse sim definitivo e com a participação de todos os heróis apresentados até então no cinema.

Um rumor que vinha circulando por aí desde uma declaração do diretor Joss Whedon, é o de que outros vilões – alguns já apresentados no Universo Marvel – poderiam estar dando as caras em Guerra Infinita, fazendo de Thanos apenas a maior ameaça, mas não a única. Analisando friamente, tal constatação faz até muito sentido, principalmente no que se refere ao panteão cósmico e aos vilões que de alguma forma se viram envolvidos nisso. Daí podemos tirar Loki – que já falhou com Thanos uma vez – dependendo de qual seja o destino do Deus da Trapaça pós Thor: Ragnarok; além do Caveira Vermelha, cujo destino ficou em aberto após o final de Capitão América: O Primeiro Vingador, onde o vilão pode ter sido enviado para outra dimensão, agora que sabemos que o Tesseract  na verdade se trata da Joia do Espaço.

Outro vilão possível é  o demônio Mefisto, personagem que tem participação efetiva na HQ que serve de base para o filme, Desafio Infinito, e que espera-se que faça sua estreia no Universo Marvel no filme do Doutor Estranho. Apesar disso, é pouco provável que vilões como Ultron e Mandarim (afinal a Marvel revelou por meio de um extra que existe um Mandarim de verdade) sejam utilizados, fazendo com que tudo realmente se concentre no panteão cósmico da editora.

Com Vingadores: Guerra Infinita fechando um ciclo iniciado pela Marvel Studios há 8 anos atrás, é praticamente impossível não olharmos ainda mais à frente, imaginando o que o estúdio planeja após o confronto com Thanos. Além de uma reformulação inevitável em parte do elenco de atores, será preciso repensar também uma ameaça que possa fazer jus ao poder do Titã Louco. Mas levando-se em consideração que é quase impossível trabalhar com Thanos sem introduzir Warlock, e que o personagem com certeza deve estar aparecendo em breve no MCU, fica até fácil imaginar quem pode ser o grande vilão dos futuros filmes da Marvel pós Guerra Infinita. Eu ouvi alguém dizer Magus?


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Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.