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Hoje em dia temos muitos remakes na indústria dos games, alguns magníficos, elevando E MUITO o nível de exigência dos fãs. As vezes até de uma forma exagerada, já que algumas pessoas acham que todo remake precisa ser igual.

Recentemente tivemos um certa polêmica quando a Ubisoft anunciou o remake de Prince of Persia: The Sands of Time, que foi desenvolvido por um estúdio menor da empresa, localizado na Índia, e que possui uma identidade visual mais cartunesca e nada próxima dos jogos realistas da atual geração.

Então, já que o assunto está em alta, decidimos elencar os 10 melhores remakes que já vimos na indústria dos jogos digitais.


The Legend of Zelda: Link’s Awakening

The Legend of Zelda: Link’s Awakening não é um remake perfeito, sofrendo de alguns problemas de framerate e de design desatualizados que poderiam ter sido melhor trabalhados, mas esses problemas parecem relativamente insignificantes quando você considera o quão bonito e divertido este remake do switch é.

Link’s Awakening é uma das aventuras mais adoradas de Zelda, uma que pega a fórmula clássica da franquia e a leva totalmente para o reino da fantasia onírica, que é algo que é aprimorado lindamente pelo estilo de arte com visual de brinquedo do remake. Mais do que tudo, porém, o remake de Switch apresentou a uma nova geração uma das primeiras aventuras de Link de uma forma condizente com a série clássica.


Pokémon HeartGold / SoulSilver

Pokémon Gold e Silver, os jogos que iniciaram a segunda geração da longeva série Pokémon, são os únicos títulos que permitem aos jogadores viajar por duas regiões diferentes e coletar 16 insígnias em vez das oito que eram o padrão. Isso significava dois desafios de “final de jogo”

para conquistar, dois sets de Pokémon Lendários para coletar, dezesseis líderes de ginásio diferentes para derrotar e muito mais. Os remakes aprimorados do Nintendo DS lançados 10 anos depois, Pokémon HeartGold e SoulSilver, melhoraram ainda mais os originais, e ainda são referidos como os favoritos de muita gente, senão os melhores de todos os jogos Pokémon já lançados.


Half-Life Black Mesa

Half-Life Black Mesa é um remake interessante, pois é o raro exemplo de um remake de fãs que foi  oficialmente apoiado pelos desenvolvedores originais. E esse posicionamento da Valve é extremamente positivo, porque Half-Life Black Mesa é a melhor maneira de experimentar um dos jogos de tiro em primeira pessoa mais importantes e marcantes da história dos jogos digitais.

A única desvantagem é que ele passou tanto tempo em desenvolvimento que, quando foi lançado oficialmente, seu visual que atualizava o jogo original já estava… desatualizado, mas ele ainda faz um grande uso da atmosfera distintamente assustadora e do excelente combate que deixou uma marca neste gênero.


Spyro Reignited Trilogy

As palavras “carta de amor” definem exatamente a trilogia Spyro, que é realmente uma carta de amor dos desenvolvedores da Toys for Bob, revisitando as origens da franquia e remasterizando suas três primeiras aventuras em um pacote único.

Cada um dos três jogos foi completamente refeito, de uma forma que era impossível no PlayStation original, com pequenos detalhes ambientais e atualizações de personagens que trazem o mundo de Spyro à vida de maneiras belíssima. E o Toys for Bob mantém o núcleo da diversão de plataforma e coleta de Spyro intacto, sem querer mexer demais em algo que já era bom, enquanto adiciona atualizações para tornar as coisas mais modernas.


Metal Gear Solid: The Twin Snakes

O remake de 2004 de Metal Gear Solid pegou a obra-prima do PS1 e a modernizou para o GameCube. Apesar a equipe de desenvolvimento da Silicon Knights ter exagerado um pouco em algumas das cenas de ação, The Twin Snakes não apenas fornece uma revisão gráfica espetacular – Snake tem olhos agora! – como também redesenhou todo o jogo para que ele apresentasse as mecânicas de Metal Gear Solid 2.

Adicionar habilidades como ser capaz de se pendurar, espiar pelos cantos e – talvez a mais importante – atirar em primeira pessoa ofereceu aos jogadores muito mais flexibilidade para navegar em uma área, e junto com a IA avançada do inimigo, até mesmo veteranos da versão PSX deram uma chance ao remake.

Ah, e vale dizer que Hideo Kojima aprovou esse remake, que teve suas cutscenes dirigidas pelo cineasta Ryuhei Kitamura. Kitamura inicialmente tentou deixar as cenas idênticas às do jogo original, mas Kojima recomendou que ele fizesse tudo seguindo seu próprio estilo. O resultado final dividiu opiniões, já que alguns fãs não ficaram satisfeitos com as mudanças (e os exageros) de Kitamura.


Metroid: Zero Mission

O Metroid original para NES foi um jogo inovador para a época, mas quando visto por uma lente moderna, é difícil dizer que não envelheceu mal. Felizmente, Metroid: Zero Mission existe. Em vez de optar por um remake 100% fiel com alguns ajustes de modernização, Metroid: Zero Mission é, em vez disso, um jogo reconstruído do zero que usa o Metroid original mais como um projeto para sua história e design de nível, usando a jogabilidade dos Metroids 2D mais modernos, como Super Metroid e Metroid Fusion. É uma modernização habilmente trabalhada de uma das melhores séries de mascotes da Nintendo que ainda se mantém até hoje não apenas como um dos melhores jogos Metroid, mas também como um dos melhores remakes.


Resident Evil – REmake

Quando se trata de remakes fiéis que se prendem amplamente à jogabilidade e ao design básicos estabelecidos no original e se concentram em trazer todo o resto aos padrões modernos, não há muitos jogos que sejam melhores do que o Resident Evil Remake original. O REmake adere a tudo o que era intrínseco ao jogo original, desde os planos de fundo pré-renderizados e controles tanque, ao inventário limitado que o força a tomar decisões difíceis sobre o que manter e o que jogar fora, mas também adiciona vários recursos inteiramente novos que mudam a experiência e dão a ela sua própria identidade.

Seja a adição aterrorizante dos Crimson Heads que o força a repensar se vale a pena matar um zumbi se você não tem uma maneira de incendiá-lo, ou a nova trama envolvendo Lisa Trevor. O remake de Resident Evil brilha porque não apenas foi um remake fiel que trouxe um clássico do PSOne para uma luz moderna, mas também por causa das maneiras que ele se separou daquele clássico para se tornar algo ainda melhor.


Ratchet and Clank

O reboot/remake de Ratchet and Clank de 2016 é uma atualização fascinante, divertida e inesperada das origens da franquia. Uma releitura da história de origem da dupla titular, destinada a ser combinada com a adaptação cinematográfica muito menos bem-sucedida do mesmo ano, o exclusivo PS4 consegue fazer quase tudo certo como um remake e um jogo divertido.

A Insomniac atualizou e modernizou de forma inteligente a jogabilidade de Ratchet no PS4, seguindo os passos de tudo que o estúdio fez em sequências após o jogo original. E ao dar uma nova chance à história, o estúdio reconta a origem dos personagens com ótimo ritmo, entregando o melhor jogo da série. Aliás, Ratchet and Clank estarão de volta no PlayStation 5 com “Rift Apart”, que foi recentemente anunciado.


Final Fantasy VII Remake

Claro, poderíamos discutir se a Square-Enix está certa ou não em dividir o remake de Final Fantasy 7 em vários jogos, mas se você julgar este primeiro jogo da série Final Fantasy Remake por seus próprios méritos, ele é incrível.

Este é um jogo belíssimo que dá nova vida aos personagens e cenários memoráveis do jogo, mas mais do que isso, ele renova completamente o sistema de combate para ser algo completamente novo, e de alguma forma ainda evocativo ao original. Há boas razões para ficar desapontado, afinal a história do remake cobre apenas cerca de 30% do jogo original, mas a forma como FF VII Remake mergulha nesses 30% e expande coisas como a história de Jessie, a vida nas favelas do Setor 7 e o relacionamento de Cloud com seus companheiros da Avalanche é absolutamente exemplar.


Resident Evil 2

Resident Evil 2 pegou o que o original fazia tão bem – seu nível de design labiríntico, seus inimigos marcantes, seu senso de pavor onipresente – e o moldou em uma experiência de terror projetada para o público moderno. Ambientes foram habilmente retrabalhados e expandidos, os inimigos são mais rápidos, mortais e mais imprevisíveis, e a iluminação deslumbrante construída na RE Engine lança sombras sobre coisas desagradáveis esperando para pegá-lo desprevenido.

Talvez a maior conquista de Resident Evil 2, no entanto, seja a maneira como a Capcom lidou com os encontros mais icônicos do original. Quando você acha que descobriu um momento do clássico, a Capcom irá distorcê-lo levemente, removendo qualquer certeza conforme você lentamente abre seu caminho através de sua coleção cuidadosamente selecionada de memórias. Este é um remake projetado para aterrorizar você na paisagem de terror moderna e arranhar aquela lembrança nostálgica, milagrosamente atingindo os dois até o seu final de tirar o fôlego. Um novo padrão de remakes  começou aqui.

Murilo Oliveira, também conhecido como Muriloverso, é jornalista e redator-chefe do site O Vício. Comandando o canal homônimo no YouTube, ele compartilha sua paixão por cultura pop, trazendo análises, curiosidades e conteúdo geek com uma abordagem única e carismática.

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