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O ano de 2025 foi muito importante para o cinema de terror, com algumas produções de alto orçamento do gênero como Pecadores (2025) saindo e fazendo barulho.

Neste artigo, celebro o grande ano do terror, listando os 7 melhores filmes do gênero lançados na janela comercial do Brasil de 2025. Confira a lista:

7º Nosferatu

Conde Orlok em Nosferatu de Robert Eggers
Reprodução/Universal Pictures

Não gosto muito do ritmo conduzido por Robert Eggers, mas o trabalho de imagens — especialmente o jogo de sombras típico de filmes preto e branco, muito bem utilizado em uma fotografia colorida — que o diretor faz em Nosferatu (2024) é uma das coisas mais interessantes exibidas nos cinemas neste ano.

Gosto de como Eggers reimagina esse clássico como uma alegoria sombria à repressão íntima feminina, e também a forma como ele trabalha os temas do negacionismo e da vista grossa das autoridades para a própria podridão interna. A linha mais importante do filme é a de Willem Dafoe dizendo: “Se quisermos derrotar as sombras, temos primeiro que admitir que elas existem.

6º Faça Ela Voltar

Faça Ela Voltar ganha data para chegar à HBO Max
Reprodução/A24

Mesmo com poucos filmes na carreira, Danny e Michael Philippou já estabeleceram o luto como um tema predominante de sua filmografia. Faça Ela Voltar (2025) é mais uma exploração interessante desse tema.

Em tempos em que o cinema convencional de Hollywood parece ter esquecido o básico, gosto de como a dupla tem zelo pelas imagens e preza pelo ritmo e pelo desenvolvimento de bons personagens. Especificamente em Faça Ela Voltar (2025), há um trabalho muito forte em provocar agonia pelo julgamento do público. Afinal, que mãe não faria de tudo para trazer uma filha falecida de volta?

5º Extermínio: A Evolução

Crítica de Extermínio: A Evolução
Reprodução/Sony Pictures

Extermínio: A Evolução (2025) é uma viagem sensorial, impactante e atemporal sobre os instintos humanos em conflito com regras e convenções.

Como um grande maestro da esquisitice, o diretor Danny Boyle representa esse conflito, entregando um filme nada convencional que não tem medo de incomodar e correr grandes riscos — e eu adoro o estilo anti-executivo que o longa possui.

4º Desconhecidos

Desconhecidos
Reprodução/Paris Filmes

Com sua estrutura não-linear, Desconhecidos (2024) distorce e manipula as expectativas do público de forma muito interessante, e é um filme muito bonito visualmente. O uso de película 35mm traz para a produção um tom nostálgico dos filmes de contracultura dos anos 70, e isso tem a ver também com como JT Mollner bebe das fontes de Dario Argento e Brian de Palma.

Adoro a dupla Willa Fitzgerald e Kyle Gallner, e realmente acredito que Mollner se lançou no mercado como um nome importante para o terror. A série de O Massacre da Serra Elétrica que o cineasta está produzindo para a A24 tem tudo para dar certo, pois é o tipo de projeto que tem a cara dele.

3º Pecadores

Pecadores
Reprodução/Warner Bros. Pictures

O filme de terror mais ambicioso e impactante visualmente do ano, Pecadores (2025) é uma manifestação artística muito poderosa de Ryan Coogler. Foi neste longa, sobre o valor da liberdade, que o cineasta esteve mais livre para expor a sua visão.

No fim, Pecadores (2025) deixa um questionamento: até onde Coogler pode ir sem as amarras da Disney?

2º A Hora do Mal

Final alternativo A Hora do Mal
Reprodução/New Line

Construído sobre um conjunto de alegorias das doenças da mente, A Hora do Mal (2025) é uma aterrorizante e divertida balada sobre pessoas manipuladas por seus medos, e consumidas por pensamentos e paranoias negativas que agem como parasitas mentais. A obra é um alerta sobre a ameaça invisível das sombras e como as energias negativas emanadas ao universo inevitavelmente se voltarão contra você.

Há quem não goste do final do filme e até o ache bobo demais, mas eu, honestamente, adoro como ele funciona como uma recompensa reconfortante por toda a tensão gerada anteriormente. Além disso, foi disparadamente a sequência que mais me arrancou risadas em um filme no ano.

1º Cloud: Nuvem de Vingança

Cloud: Nuvem de Vingança
Reprodução/O2 Filmes

Terror psicológico sobre a apatia do mundo digital, Cloud: Nuvem de Vingança (2024) constrói um tipo de suspense slow burn que vai ficando cada vez mais desesperador com o passar do tempo, pois não tem a ver com assassinos ou criaturas mitologicas assassinas, com as com a perda da humanidade de uma maneira silenciosa.

Poucas coisas foram mais impactantes de se ver no cinema este ano do que a sequência de Yoshii dirigindo em direção ao inferno do neoliberalismo — o tipo de imersão no fantástico que só Kiyoshi Kurosawa poderia entregar.

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