Comentários

Estimated reading time: 7 minutos

Você talvez não saiba, mas o consagrado técnico italiano Carlo Ancelotti é um grande cinéfilo — e já fez até uma participação especial em Star Trek: Sem Fronteiras (2016). Recentemente, ele mesmo divulgou no Instagram uma lista atualizada com seus 9 filmes favoritos. Neste artigo, convido você a conhecê-los e a descobrir o que cada uma dessas obras revela sobre o gosto refinado do treinador da Seleção Brasileira.

A Grande Beleza (2013)

Reprodução

Ancelotti é um grande fã da direção estilizada e melancólica de Paolo Sorrentino sobre a alta sociedade romana. A inclusão desse filme na lista mostra que o treinador tem um olhar criterioso sobre o cinema italiano contemporâneo.

A Grande Beleza acompanha o jornalista Jep Gambardella em uma reflexão sobre a própria vida, no auge dos seus 65 anos, em Roma.

O Poderoso Chefão (1972)

Reprodução

Clássico absoluto do cinema, O Poderoso Chefão representa o fascínio de Ancelotti por histórias de máfia e filme de ação. Você verá por aqui outros exemplos do tipo.

Na obra-prima de Francis Ford Coppola, uma família mafiosa luta para estabelecer sua supremacia nos Estados Unidos pós-Segunda Guerra Mundial. Quando uma tentativa de assassinato deixa o chefão Vito Corleone incapacitado, seus filhos, Michael e Sonny, são forçados a assumir os negócios da família.

O Franco Atirador (1978)

Reprodução

Um dos grandes representantes da Nova Hollywood, O Franco Atirador (1978) exemplifica o forte interesse de Ancelotti por filmes de guerra.

No longa de Michael Cimino, três operários e amigos de longa data da Pensilvânia são enviados para combater na Guerra do Vietnã. O que parecia uma jornada idealizada rapidamente se transforma em um pesadelo brutal, deixando traumas profundos que mudarão suas vidas para sempre.

A Vida é Bela (1997)

Reprodução

Como um bom italiano e tal qual um brasileiro, Ancelotti gosta de ter sentimentos intensos com filmes. Por isso, A Vida é Bela (1997) não poderia ficar de fora de sua lista de favoritos.

O longa, dirigido e estrelado por Roberto Benigni, acompanha Guido, um judeu italiano enviado com o filho para um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Para proteger a inocência do menino diante dos horrores do confinamento, o pai usa a imaginação e transforma a terrível realidade em um jogo.

Chamas da Vingança (2004)

Reprodução

Ancelotti é fã de Tony Scott! Qual apreciador de filmes de ação não é? Chamas da Vingança (2004) não foi exatamente um filme aclamado pela crítica, mas é um dos favoritos do treinador da Seleção Brasileira.

O longa estrelado por Denzel Washington segue John Creasy, um ex-agente da CIA que reencontra seu propósito salvando uma garotinha sequestrada.

A Lista de Schindler (1993)

Reprodução

Também não podia faltar Steven Spielberg na lista. A Lista de Schindler (1993) é mais um filme emocionante sobre guerra que Ancelotti adora.

O longa narra a história real de Oskar Schindler, um empresário alemão e membro do Partido Nazista que, inicialmente, explora a mão de obra judia barata para lucrar com a Segunda Guerra Mundial. Ao testemunhar as atrocidades cometidas por seus compatriotas, no entanto, ele muda radicalmente de postura e passa a lutar pela sobrevivência de seus operários.

Novecento (1976)

Reprodução

Novecento, de Bernardo Bertolucci, demonstra o interesse do treinador da Seleção Brasileira por discussões políticas.

Estrelado por Robert De Niro e Gérard Depardieu, o longa mostra dois amigos de infância que se tornam inimigos ao longo do século 20 na Itália. O distanciamento acontece por divergências políticas: enquanto um se torna um operário consciente das desigualdades de classe, o outro se converte em um latifundiário reacionário, seduzido pela ascensão do fascismo.

Pulp Fiction: Tempo de Violência (1994)

Reprodução

Como bom admirador do cinema de ação e com o gosto moldado pelos filmes da contracultura norte-americana, Ancelotti inevitavelmente se renderia a Quentin Tarantino. Pulp Fiction reúne elementos fundamentais de sua preferência: histórias de máfia, ação e emoções fortes.

O longa de Tarantino entrelaça a vida de dois assassinos de aluguel, a esposa de um chefão da máfia, um pugilista e um casal de assaltantes em uma jornada não-linear pelo submundo do crime em Los Angeles.

Pobres Criaturas (2023)

Reprodução

Ancelotti pode ser fã de Tarantino, mas não compartilha do mesmo temperamento ranzinza do diretor. O técnico também acompanha o cinema contemporâneo e é um grande admirador do trabalho de Yorgos Lanthimos em Pobres Criaturas. No longa, o cineasta reinventa o mito de Frankenstein para debater a objetificação e a repressão do desejo feminino.

Leia também sobre Carlo Ancelotti e a Seleção Brasileira

Sabemos que Ancelotti gosta de sentir grandes emoções. Tomara que a jornada da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 as entregue, mas não seja tão carregada no drama. Não sei se estamos com os corações testados para uma Copa jogada no sufoco. Toda a sorte do mundo ao italiano e aos nossos jogadores.