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O episódio 7 de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder já está entre nós, trazendo o que foi até aqui o melhor trabalho de direção da 1ª temporada, com folgas.

Porém, isso não quer dizer que em um contexto geral ele seja o melhor até aqui, até porque quem ocupa tal cargo é o seu antecessor, mesmo tendo problemas de montagem.

Isso acontece devido à grande quebra de ritmo que é proporcionada, quando é entregue algo mais próximo de um epílogo do que de um penúltimo episódio de uma temporada.

O grande destaque vai para a consistência narrativa que o episódio entrega, tanto visual quando escrita, o que infelizmente foi um pouco raro nos outros episódios.

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Reprodução/Prime Video

Aliás, uma boa direção/roteiro começa por uma boa escolha de título, e aqui “O Olho” foi um golaço da equipe que trabalhou na produção do episódio.

Isso pois o título está presente em todos os principais acontecimentos, desde o primeiro take da Galadriel acordando nas cinzas da explosão da Montanha da Perdição, até o fato de a Rainha Regente de Númenor perder sua visão.

“O Olho” também está impresso visualmente em muitos outros momentos, seja no foco dos olhares dos pés-peludos e do Estranho, ou até mesmo no buraco da caverna de Khazad-dûm.

Reprodução/Prime Video

O penúltimo episódio da 1ª temporada de Os Anéis de Poder acerta em cheio nas decisões narrativas que toma ao explorar as consequências do evento de seu antecessor, mas falha em promover os eventos do próximo capítulo.

É inevitável não ter a sensação de “fim de feira” nele, de tão bem amarrado com o episódio 6 que ele é. A questão que fica é, o que ou quem vai surgir parar gerar um ápice de drama no fim da temporada?

Bem, isso só vai dar para saber na próxima semana, mas como dizem que os olhos são o espelho da alma, tomara que a alma da série seja refletida permanentemente pelo trabalho da diretora Charlotte Brändström.

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A série traz para as telas pela primeira vez as heroicas lendas da Segunda Era da Terra-Média.

Esse drama épico é situado milhares de anos antes dos eventos das principais obras de J.R.R. Tolkien, O Hobbit e O Senhor dos Anéis, e vai levar o público para um período onde grandes poderes eram forjados, e reinos ascendiam para a glória e caiam em ruínas. Heróis improváveis ​​serão testados, e a esperança ficará pendurada pelo mais fino dos fios, e o maior vilão já criado por Tolkien ameaçou cobrir todo o mundo na escuridão.

Começando em uma época de relativa paz, a série segue um importante grupo de personagens, com figuras novas e familiares, enquanto confrontam o ressurgimento do mal na Terra-Média. Das profundezas das Montanhas da Névoa, até as fabulosas florestas da capital élfica Lindon, até a ilha de Númenor, e os cantos mais profundos do mapa, esses reinos e personagens vão cravar seu legado, algo que irá ficar marcado até muito além na história.

O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder está em exibição, tendo inclusive se tornado a maior estreia da história do Prime Video, com 25 milhões de espectadores.

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.