Estimated reading time: 11 minutos
Com o novo filme do Superman nos cinemas, o grande público está redescobrindo Lex Luthor — um dos vilões mais icônicos da DC. Interpretado agora por Nicholas Hoult, ele surge como um gênio manipulador, invejoso e obcecado pelo controle. Mas o que muita gente talvez não saiba é que, nos quadrinhos, Luthor já foi muito mais longe do que qualquer filme ousou mostrar.
Ele não quer apenas derrotar o Superman. Luthor quer destruir tudo o que o herói representa. E para isso, já cometeu atos terríveis. No vídeo de hoje, relembramos algumas das piores coisas que Lex Luthor já fez nos quadrinhos.
Matou os pais

As maldades de Lex Luthor começaram ainda na infância. Criado em um local pobre e desprezando os próprios pais, ele afirmou ao Superman que já planejava matá-los desde que aprendeu a andar. Usando sua inteligência desde cedo, fez um seguro de vida em nome deles sem que soubessem — e claro, colocou-se como beneficiário.
Antes de uma viagem, um mecânico sabotou o carro dos pais, e o “acidente” garantiu a Luthor o dinheiro necessário para fundar a LexCorp. Ele poderia ter matado diretamente, mas preferiu lucrar com o crime e evitar qualquer ligação com o assassinato. Uma prova de que sua frieza e genialidade já caminhavam juntas desde o começo.
Criou uma Lois Lane robô
Lex Luthor sempre teve uma obsessão por Lois Lane — talvez porque ela jamais se deixou impressionar por ele e claramente prefere o Superman. Então, ele tomou uma decisão extrema: se não podia tê-la, criaria a sua própria versão.
Em Action Comics #890, descobrimos que Luthor construiu uma cópia robótica de Lois, usando DNA verdadeiro e tecnologia kryptoniana. Essa versão servia como conselheira, companhia… e sim, também como objeto sexual. Além disso, ela vinha equipada com armas ocultas para protegê-lo ou matar em seu nome. É uma das atitudes mais perturbadoras de Luthor — e algo que deixaria a verdadeira Lois completamente horrorizada.
Arruinava casamentos por diversão
Luthor é um dos homens mais ricos do mundo, mas sua verdadeira obsessão não é o dinheiro — é o controle. Em Superman #9 (1987), ele vai até um restaurante comum de Metrópolis e faz uma proposta a uma garçonete chamada Jenny: um milhão de dólares para morar com ele por um mês. A oferta nunca é explicitamente sexual, mas é fortemente sugerida. Jenny, que é casada, se ofende. Mesmo assim, Luthor insiste, aponta suas frustrações de vida e diz que a esperará por dez minutos no carro.
O mais cruel vem depois: é revelado que Luthor fazia isso com várias mulheres, indo embora com o carro quando eles tentam entrar. Seduzir mulheres casadas com uma oferta tentadora e depois partir virou um jogo sádico para ele. Sua motorista Cynthia revela que o verdadeiro prazer do bilionário é deixar essas mulheres lidando com o peso de suas escolhas, remoendo a decisão pelo resto da vida.
Projeto Homem Comum
A inveja que Lex Luthor sente dos poderes do Superman o levou a criar o “Projeto Homem Comum”. A ideia era simples: dar superpoderes a pessoas comuns por meio de terapia genética. Os primeiros escolhidos viraram a equipe Infinity Inc., e Luthor ganhou manchetes como o “homem que poderia criar super-heróis”. Mas tudo não passava de fachada.
Luthor usava os voluntários como cobaias para um experimento que ele queria aplicar em si mesmo. Quando descobriu que seu corpo era geneticamente incompatível com o tratamento, Lex surtou. Na véspera de Ano Novo, desativou todos os poderes dos participantes com um simples comando. Vários estavam voando quando perderam suas habilidades e morreram na queda. Um massacre planejado com frieza, só porque Luthor não suportava ver outros com um poder que ele jamais teria.
Apenas uma pessoa
O que realmente mantém o Superman de pé não é só o sol amarelo — é a fé que as pessoas depositam nele. E foi justamente essa fé que Lex Luthor mirou em Adventures of Superman #15. Ele percebeu que o Homem de Aço tem uma fraqueza cruel: não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo. Com isso em mente, armou um plano para sobrecarregá-lo e forçá-lo a falhar.
Enquanto dirigia um tanque pelas ruas de Metrópolis, Luthor detonou bombas em uma represa, obrigando o Superman a priorizar o desastre. O herói conseguiu salvar centenas, mas não pôde impedir a morte de Mike, um jovem atropelado por um trem. No fim, o irmão do garoto queimou tudo que tinha do Superman, tomado pela decepção. E para Luthor, isso bastava. Fazer com que uma única pessoa o odiasse já era vitória suficiente.
Matou sua instrutora de luta
Lex Luthor sempre se orgulhou de manter o corpo em forma, e para isso contratava os melhores treinadores. Mas quando a instrutora de artes marciais Sasha Green o derrubou durante um treino — na frente de Lois Lane — ele não suportou a humilhação. Em Superman Annual #5, Luthor esperou o momento certo e a estrangulou com as próprias mãos, descartando o corpo em um aterro como se não fosse nada.
Pode curar doenças, mas não cura
Lex Luthor é um dos maiores gênios da Terra e a LexCorp domina diversas áreas tecnológicas — inclusive a medicina. Ele já desenvolveu curas para doenças como câncer, AIDS e esclerose múltipla, mas se recusa a compartilhá-las com o mundo.
O pior caso foi pessoal. Em Adventure Comics #5, sua irmã Lena, que é paraplégica, poderia ter sido curada. Superboy até ajudou a conseguir os ingredientes para Lex criar um remédio, e Lena chegou a se levantar da cadeira. Mas então Lex a paralisou novamente. Disse que só entregaria a cura no dia em que o Superman morresse. Transformou a própria irmã em moeda de troca — tudo por uma chance de vencer o Homem de Aço.
Destruiu Nova Krypton
A cidade engarrafada de Kandor sempre foi uma ferida aberta para o Superman. Ele conseguiu resgatá-la das mãos de Brainiac, mas passou anos tentando restaurá-la. Isso finalmente aconteceu na saga Nova Krypton, quando os habitantes de Kandor voltaram ao tamanho original e fundaram um novo planeta ao lado da Terra. Pela primeira vez, Superman não estava mais sozinho — ele tinha seu povo de volta.
Mas Lex Luthor não permitiria que isso durasse. Após um ataque inicial com robôs, Luthor enviou um clone seu junto com Reactron e Metallo ao planeta. Durante a missão, Reactron foi induzido a se autodestruir, gerando uma explosão em cadeia que destruiu Nova Krypton e matou quase todos os kryptonianos. Superman foi forçado a reviver a dor de perder seu povo mais uma vez — tudo pelas mãos de Lex Luthor.
Devastou Metrópolis
Depois de anos fingindo ser seu próprio filho em um corpo clonado, o disfarce de Lex Luthor começou a ruir. O clone entrou em colapso, forçando Luthor a viver com a ajuda de um pulmão de aço. Para piorar, Lois Lane descobriu a verdade e expôs seus crimes, derrubando de vez o império do vilão.
Como último ato de vingança, Lex ativou um plano de destruição total em Metrópolis. Mísseis choveram sobre a cidade, o Planeta Diário foi destruído, robôs causaram caos nas ruas e até um gás alucinógeno foi liberado para enlouquecer os moradores. No fim, Luthor tentou matar o Superman usando um robô kryptoniano, mas falhou. A cidade sobreviveu, mas ficou em ruínas — e Lex terminou em estado vegetativo.
Matou o Superman. Duas vezes.
Ao longo dos anos, Lex Luthor tentou matar o Superman de todas as formas imagináveis — e houve duas vezes em que ele realmente matou o Homem de Aço. O problema? Nenhuma delas contou para a continuidade oficial. A primeira foi na história “A Morte do Superman” (não a do Apocalipse, em que Luthor inventa uma cura para o câncer só para conquistar a confiança de Clark. Quando ele baixa a guarda, Lex o amarra a uma mesa e o mata com um raio de kriptonita. Mas paga o preço quando Supergirl o lança na Zona Fantasma.
Já em All-Star Superman, obra de Grant Morrison, Luthor sabota uma missão ao Sol e expõe Superman a uma dose mortal de radiação solar. O plano dá certo, e o herói fica com apenas um ano de vida. No fim, porém, é Superman quem vence moralmente: ele faz com que Luthor experimente temporariamente sua visão do mundo, levando o vilão às lágrimas ao entender o que perdeu por viver obcecado pelo ódio.