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A segunda temporada de Pacificador apresenta Christopher Smith, o nosso protagonista, encontrando uma dimensão onde ele é um herói famoso e bem sucedido, e onde inclusive forma um trio de super-heróis com seu pai e seu irmão.
Nesse universo, Keith Smith, seu falecido irmão, atua como o Capitão Triunfo. Mas afinal, esse personagem existe nos quadrinhos? Bem, Keith, o irmão do Pacificador, é na verdade um personagem criado por James Gunn para a abordagem do DCU, mas sim, existe um Capitão Triunfo nos quadrinhos da DC. Ele é um dos personagens mais antigos das histórias em quadrinhos, e no vídeo de hoje explicamos sua história.
O Surgimento nos Quadrinhos
O Capitão Triunfo é um super-herói da Era de Ouro dos Quadrinhos que apareceu pela primeira vez em Crack Comics #27, publicada em janeiro de 1943 pela Quality Comics. Ele continuou a aparecer até o final da série com a edição #62, de setembro de 1949.

O nome do roteirista original se perdeu com o tempo, mas a série foi iniciada pelo artista Alfred Andriola. Andriola também havia ilustrado uma HQ de jornal baseada no personagem Charlie Chan, criado pelo autor Earl Derr Biggers. No entanto, sua passagem pelo Capitão Triunfo durou pouco: apenas seis meses, antes de deixar o projeto para criar seu próprio personagem, Kerry Drake.
A Origem
A história de origem do Capitão Triunfo nos quadrinhos envolve a perda de um irmão, o que pode ter sido um fator decisivo para que James Gunn aproveitasse o nome do personagem para usá-lo em Keith Smith, já que a série do Pacificador trabalha essa relação de irmãos também.
Nos quadrinhos, em 1919, os irmãos gêmeos Michael e Lance Gallant nascem na cidade de Nova York. Eles eram tão parecidos, que possuíam até a mesma marca de nascença em forma de T no pulso esquerdo, e sua própria mãe não conseguia diferenciá-los. Michael e Lance faziam tudo juntos, e cresceram com um forte elo de irmandade.
Quando os Estados Unidos são arrastados para a Segunda Guerra Mundial, Michael se alista no Corpo Aéreo do Exército dos EUA, tornando-se piloto, enquanto Lance, de acordo com ele mesmo: “luta com suas próprias armas – a palavra e a caneta”, tornando-se então jornalista.

No entanto, no aniversário de 23 anos de Michael, enquanto ele traz seu avião para pousar, o hangar em que ele está entrando explode. Sua noiva, Kim Meredith, e seu irmão testemunham esse ato de sabotagem, e Lance corre para a estrutura em chamas, conseguindo encontrar seu irmão gravemente ferido, apenas para Michael dar o último suspiro em seus braços.
Lance jura vingança contra os responsáveis e todos aqueles como eles. O que ele não sabe é que as Moiras, criaturas míticas do destino, estão observando tudo e, impressionadas, decidem criar um campeão. Pouco tempo depois, Lance recebe uma visita surpreendente: o fantasma de Michael aparece e revela que os dois continuam ligados. Se Lance tocar sua marca de nascença, eles se fundirão e ganharão superpoderes. Um segundo toque desfaz a fusão. A partir daí, Lance adota o nome de Capitão Triunfo e inicia sua trajetória como combatente do crime.
Adquirido pela DC
A DC Comics adquiriu os personagens da Quality Comics em 1956, mas não usou o Capitão Triunfo por várias décadas. Mesmo quando meia dúzia desses heróis foi revivida como os Combatentes da Liberdade (Freedom Fighters), ele ficou de fora. O personagem sequer ganhou uma entrada na enciclopédia “Who’s Who in the DC Universe”, a tentativa da editora de listar e descrever todos os personagens sob seu controle na metade dos anos 1980.
Mas ele chegou a dar as caras em uma ou duas edições de All-Star Squadron, e também apareceu brevemente em uma história da linha Elseworlds (semelhante à série O Que Aconteceria Se… da Marvel, explorando realidades alternativas baseadas em eventos cruciais que tomaram rumos diferentes).
A Queda do Capitão Triunfo
Após se afastar da vida como super-herói, Lance Gallant — o Capitão Triunfo — manteve contato com seus antigos colegas da All-Star Squadron, especialmente Liberty Belle (Libby Lawrence), Johnny Quick e o Tarântula. Com o tempo, a partida de Johnny aproximou ainda mais Lance e Libby, que passaram a se reencontrar com frequência para relembrar os velhos tempos.
Durante uma dessas visitas, Lance conheceu o novo noivo de Libby, Philip Geyer, um homem bem mais jovem. Pouco tempo depois, ele descobriu algo perturbador: Philip estava envolvido com Jesse Quick, filha de Libby. Nenhuma das duas sabia da relação, e ao que tudo indica, Philip também não fazia ideia de que elas eram mãe e filha.
Diante dessa descoberta, Lance ficou profundamente abalado. Foi nesse momento que Michael — o espírito de seu irmão gêmeo — assumiu o controle de seu corpo, algo que conseguia fazer sempre que Lance estava emocionalmente vulnerável. Movido por esse impulso, Michael acabou tirando a vida de Philip.

Ao recobrar o controle, Lance tentou se explicar para Libby, Jesse e os Titãs. Mas antes que conseguisse, Michael voltou a tomar seu corpo e partiu pra cima dos heróis, tentando enfrentá-los. O confronto terminou com a vitória dos Titãs, graças à ação rápida de Asa Noturna, que forçou o espírito a recuar.
Com tudo vindo à tona, Lance revelou a verdade e se entregou voluntariamente, sendo encaminhado para uma avaliação psicológica. Foi um encerramento melancólico para um herói que, décadas antes, simbolizava coragem e sacrifício — agora envolvido em um conflito interno que marcou para sempre sua trajetória.






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