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A franquia Pânico está de volta aos cinemas com um sétimo filme. Esteja você animado ou não, uma coisa é certa: a saga de terror não será abandonada nem tão cedo.
Desde a sua fundação em 1996, a franquia não agradou a todos, mas há de se reconhecer que ela é bem mais consistente que outras sagas parecidas, desse mesmo gênero.
Continue lendo para conferir o nosso ranking dos filmes da franquia Pânico, do pior ao melhor (sem considerar o sétimo filme, que ainda não assistimos):
Pânico 3 (2000)

Pânico 3 é o único filme da franquia que se aproxima de ser um completo desastre. A premissa de levar os protagonistas aos bastidores de Hollywood para abusar da metalinguagem era interessante, mas o longa peca com escolhas criativas questionáveis e um roteiro, no geral, muito fraco. Há uma justificativa: a produção foi um caos completo, com este sendo o primeiro filme da franquia a não ter roteiro do seu co-criador, Kevin Williamson, que foi substituído pelo então iniciante Ehren Kruger, que teve que entregar o texto às pressas. Essas turbulências, infelizmente, impactaram diretamente no resultado final.
Pânico VI (2023)
Dando sequência às histórias do novo grupo de protagonistas, Pânico VI abraça o gore mas é praticamente ausente de metalinguagem. Este sexto filme faz um trabalho competente em consolidar os personagens que haviam sido introduzidos no longa anterior, mas a história é praticamente a mesma de Pânico 2; Pânico 5 também refletiu a trama do primeiro filme, mas nesse caso pelo menos havia uma justificativa para isso (falaremos disso mais tarde), indo além de ser só uma repetição. Além disso, o roteiro deste transforma alguns de seus personagens principais quase que em imortais, o que revela uma covardia que não combina em nada com a franquia.
Pânico 5 (2022)
O grande retorno da franquia foi, pelo menos em grande parte, bem-sucedido. Isso não significa que não havia problemas: de maneira completamente oposta a Pânico VI, o quinto filme se profundou até demais na metalinguagem, sendo uma recriação milimetricamente calculada do filme original, que se justifica por meio de uma reviravolta que até é bobinha, mas pelo menos diverte. Curiosamente, esse é um filme que fica um pouco melhor quando você reassiste já sabendo da grande reviravolta, uma vez que você percebe como o desenrolar dos eventos faz sentido dentro da visão e do planejamento deste Ghostface.
Pânico 4 (2011)
Pânico 4 é amplamente considerado pelos fãs como o filme mais subestimado da franquia, e com muita justiça. O quarto filme não é espetacular de um ponto de vista de direção – Wes Craven já dava sinais de desgaste, demonstrando uma inexplicável insistência em um aspecto visual que definitivamente não envelheceu bem, parecendo hoje em dia um filtro estranho do Instagram -, mas o roteiro de Kevin Williamson acerta na coragem e na subversão de expectativas, sendo uma digna sátira dos reboots que estavam se tornando tão comuns na época. A reviravolta é talvez a mais genuinamente surpreendente da franquia, rendendo o que, na minha opinião, foi a melhor versão de Ghostface até agora.
Pânico 2 (1997)
Muitos fãs têm sentimentos mistos em relação ao segundo filme da franquia, e é fácil entender o porquê; afinal, a reviravolta de Ghostface aqui não é das melhores, e há uma escolha criativa envolvendo a morte de um personagem querido que rende debates até os dias de hoje. Dito isso, é besteira não reconhecer as qualidades que o filme possui. No geral, essa foi uma sequência bastante consistente que adicionou camadas de metalinguagem muito originais à franquia, além de contar com algumas das sequências de terror mais bem elaboradas da carreira de Wes Craven.
Pânico (1996)
O primeiro ainda é insuperável. Pânico fez um trabalho brilhante em tirar sarro de alguns dos maiores clichês do gênero de terror, ao passo em que também inventou novos. O filme renovou e revolucionou o subgênero de slasher, gerando um infinito número de tentativas de copiar a sua fórmula. Fica ainda melhor quando você descobre o quão eficientemente enganosa foi a campanha de marketing da época. Com um roteiro inteligente de Kevin Williamson e uma direção vigorosa de Wes Craven, essa é, sem dúvidas, a entrada mais sólida de toda a franquia, bem como um dos filmes de terror mais icônicos de todos os tempos.
Pânico 7 estreia no Brasil nesta quinta-feira (26).