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Demorou e custou muita resenha, mas David Ellison conseguiu exatamente o que queria. Warner Bros. Discovery e Paramount-Skydance serão uma só.
Mesmo depois de os principais órgãos reguladores terem aprovado a fusão, ações antitruste movidas por uma coalizão de 12 estados, além do sindicato dos roteiristas dos EUA, bloqueavam o negócio. Após um fim de semana de negociações, os processos serão retirado e a Paramount terá caminho livre para absorver a Warner, com algumas pequenas — mas importantes — ressalvas.
Ellison está a toda felicidade e emitiu um comunicado celebrando essa grande vitória:
“Somos gratos ao Procurador-Geral Bonta [Rob, da Califórnia, que liderou o processo], aos seus colegas Procuradores, bem como ao WGA (sindicato dos roteiristas), por se engajarem de boa-fé para encontrar um caminho rumo a uma resolução que sirva a todas as partes, e ao Governador Newsom por seu apoio durante todo este processo. Nosso objetivo compartilhado era um resultado que atendesse da melhor forma os consumidores, os trabalhadores e — acima de tudo — a comunidade criativa, tão vital para a arte da narrativa audiovisual. Estamos confiantes de que este acordo cumpre exatamente isso, formalizando uma série de compromissos que incluem mais de 30 filmes anuais e a expansão da produção cinematográfica nos EUA para ajudar a revitalizar nossa indústria em solo nacional.
Nosso objetivo sempre foi construir uma Hollywood mais forte — uma com mais histórias contadas, maior poder de escolha para os consumidores e uma concorrência mais robusta. Essa visão foi validada pela aprovação unânime de autoridades de concorrência em quase 70 jurisdições ao redor do mundo, que concordaram que este negócio é pró-concorrência, pró-consumidor e pró-trabalhador. Tendo agora respondido às preocupações dos Procuradores-Gerais estaduais e do WGA, temos liberação total para esta fusão e estamos ansiosos para colocar esses compromissos em prática. Unir a Paramount e a Warner Bros. Discovery construirá essa Hollywood mais forte, criando oportunidades ampliada para nosso pessoal e ainda mais entretenimento de alto nível para o público global.”
Entre a lista de obrigações da Paramount, destacam-se o lançamento obrigatório de 30 filmes por ano e a manutenção da independência da CBS e da CNN. Confira o resumo:
- Lançamento obrigatório de pelo menos 30 filmes por ano nos dois primeiros anos da nova empresa, e 32 filmes por ano nos três anos seguintes.
- Anualmente, no mínimo 4 filmes da cota devem ser produções independentes e pelo menos 20% do total devem ser blockbusters.
- Caso o estúdio não atinja a meta mínima anual de 30 lançamentos, pagará uma multa de US$ 30 milhões por cada filme não entregue.
- Investimento de US$ 1,5 bilhão na produção cinematográfica norte-americana ao longo de 5 anos.
- Criação de um fundo anual de US$ 5 milhões para financiar produções independentes.
- Preservação integral dos complexos de estúdios em Los Angeles, sem alienação dos espaços.
- Proibição de demissões de roteiristas na divisão de jornalismo da CBS por 5 anos.
- Pagamento de US$ 17,5 milhões ao fundo de saúde do Sindicato dos Roteirista dos EUA (WGA), além do custeio dos honorários advocatícios do litígio.
- Investimento anual de US$ 9,5 milhões em programas de treinamento de mão de obra e desenvolvimento de carreira na indústria audiovisual.
- Criação de conselhos editoriais independentes para a CBS e a CNN.
- Garantia de que não haverá venda forçada de canais de TV por assinatura.
A Warner Bros. Discovery foi vendida para a Paramount-Skydance por US$ 111 bilhões. Descobriremos nos próximos dias os detalhes operacionais do novo mega-estúdio de Hollywood.
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Fonte: Deadline






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