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A fusão entre Paramount-Skydance e Warner Bros. Discovery (WBD) é alvo de um quarto processo, desta vez vindo de investidores da Paramount.

Em uma ação protocolada na terça-feira (15) no Tribunal de Chancelaria de Delaware, um grupo de investidores alega que David Ellison e seu pai, Larry Ellison — o magnata da Oracle —, firmaram um acordo paralelo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometendo realizar mudanças drásticas na CNN (canal de notícias da Warner) para viabilizar a fusão.

Os investidores também apontam uma suposta promessa de até US$ 20 milhões em publicidade gratuita e um pagamento de US$ 16 milhões a Trump, realizado por meio de um acordo anterior da antiga gestão do estúdio para encerrar um processo supostamente banal que o atual presidente havia movido contra a CBS.

O processo alega violação do dever fiduciário por criar um “enorme risco financeiro e jurídico” para a Paramount. Além dos Ellison, o processo nomeia outros membros do Conselho de Administração da Paramount-Skydance como réus.

Na denúncia, os investidores alegam que Trump ajudou a garantir que a Paramount vencesse a disputa pela aquisição da Warner Bros. Discovery e removeu barreiras regulatórias para o negócio. Ainda segundo o processo, o Congresso e futuras administrações provavelmente investigarão o estúdio, criando uma exposição jurídica significativa a longo prazo.

A medida judicial segue uma coalizão composta por 12 procuradores-gerais estaduais, o Sindicato dos Roteiristas dos EUA (WGA) e assinantes do Paramount+, que já haviam processado o estúdio tentando impedir a fusão.

A Paramount precisa finalizar a fusão com a Warner até setembro. Caso contrário, a empresa de David Ellison terá que pagar uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação a cada trimestre. Se o acordo cair, Ellison terá que pagar uma multa de US$ 7 bilhões para a WBD.

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Fonte: The Hollywood Reporter



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