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No cenário atual, a Paramount-Skydance está impedida de concluir a fusão com a Warner Bros. Discovery até março de 2027, apenas por causa de um processo movido por uma coalização de 12 estados dos EUA, que é apoiado pelo sindicato dos roteiristas de Hollywood (WGA). Esse bloqueio — em um cenário otimista — vai resultar em adicional de US$ 1,3 bilhão à negociação original de US$ 111 bilhões. David Ellison quer que os interessados no processo arquem com esse adicional.
A legião de advogados da Paramount protocolou documentos nesta segunda-feira (17) exigindo uma caução de US$ 1,88 bilhão dos autores da ação. Se depositado, o valor ajudará a cobrir grande parte da taxa acumulada de US$ 7 milhões por dia que a Paramount-Skydance é obrigada a pagar aos acionistas da Warner a partir de outubro.
“Agora que o julgamento está agendado para março de 2027, cerca de quatro meses após a data de julgamento proposta pelos Réus e daqui a mais de meio ano, a Paramount busca a caução a que tem direito por lei“, afirma a petição. “A cada dia que passa após 30 de setembro sem que a fusão seja concluída, a Paramount deve pagar cerca de US$ 7 milhões em ‘taxas de atraso’ aos acionistas da Warner Bros. e ainda mais taxas às suas fontes de financiamento para manter seus compromissos, ficando impedida de realizar sinergias de tecnologia e marketing, entre muitos outros benefícios da transação.“
A petição continua: “Até o momento em que o julgamento for concluído e as partes apresentarem suas alegações finais, a Paramount terá pago aos acionistas da Warner Bros. a quantia irrecuperável de US$ 1,3 bilhão apenas em taxas de atraso. O atraso também ameaça anular as aprovações regulatórias que os Réus já levaram meses para garantir. Se a transação continuar fechada até o final do julgamento, os Réus terão de tomar medidas adicionais para obter a aprovação regulatória, novamente com despesas substanciais. Sem garantia, nem mesmo uma vitória completa no mérito recuperará um único dólar dessas perdas extraordinárias. É precisamente por isso que a lei federal exige que os autores forneçam uma garantia como condição para receber medidas cautelares, como a ordem aprovada pelo tribunal.“
Eis como a empresa entende que tem direito à caução: “Tanto a Lei Clayton — a lei federal antitruste na qual essas ações se baseiam — quanto outras leis federais estipulam expressamente que os autores são obrigados a depositar uma caução cobrindo o dano potencial de paralisar uma transação para litigar, de modo que, se perderem, a parte prejudicada tenha uma fonte de ressarcimento pelo dano causado. Aqui, cada mês de atraso traz consequências financeiras substanciais e mensuráveis.“
A fusão entre a Paramount e a Warner já foi aprovada por todos os órgãos reguladores necessários, mas esse processo judicial tem uma chance real de derrubar o acordo. Se a Justiça der a vitória aos procuradores-gerais, Ellison ainda poderá recorrer à Suprema Corte, mas o resultado disso só sairia, no mínimo, em 2028, quando os EUA estarão passando por uma transição de governo. Se os partidários de Donald Trump perderem o poder, a chance de a Suprema Corte emitir um parecer favorável à Paramount se torna muito pequena.
A situação do acordo não ficou melhor com as ameaças de Ellison de tirar as operações da Paramount da Califórnia. Pelo contrário, serviu quase como uma auto sabotagem. O executivo agora está articulando para negociar um acordo com os estados que moveram o processo antitruste.
As ações da Paramount-Skydance caíram 24% no acumulado do ano, à medida que a fusão empaca e o negócio não é concluído. Se o acordo cair, a empresa ainda terá que pagar uma multa de US$ 7 bilhões à Warner.
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Fonte: Deadline






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