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O atual CEO da Paramount, David Ellison, reforçou o plano de produzir 30 filmes anuais após a conclusão da iminente fusão com a Warner Bros. Discovery.

Durante uma recente reunião com executivos, reportada pelo site Deadline, o empresário detalhou que a meta dividirá os lançamentos em 16 filmes originais da Paramount e 14 filmes sob o selo da Warner.

David Ellison também garantiu a manutenção da tradicional janela de exclusividade de exibição nos cinemas. A questão era um ponto de desconfiança nos bastidores durante o antigo acordo negociado pela Warner com a Netflix.

No entanto, o ambicioso planejamento esbarra em um obstáculo logístico prático. De acordo com o veículo, a Warner não possui atualmente a infraestrutura e a equipe necessárias para atingir esse volume de produção cinematográfica.

Para alcançar o objetivo estabelecido de lançamentos, o estúdio precisaria expandir suas operações e contratar novos profissionais para a área criativa.

O cenário contrasta com a forte expectativa interna. Nos bastidores corporativos, a previsão é de que o processo de unificação bilionária resulte em demissões para corte de gastos, e não em novas contratações.

A viabilidade de desenvolver e distribuir a robusta cota de produções com uma equipe possivelmente reduzida permanece uma questão incerta dentro da companhia.

Uma coisa é certa: Ellison provavelmente manterá Michael De Luca e Pamela Abdy no comando da Warner Bros. Pictures. O CEO exaltou o trabalho dos executivos na divisão de cinema, dizendo: “Vocês fizeram dois dos melhores filmes do ano passado. Não vou dizer quais são.”

A expectativa oficial do mercado é que a fusão estrutural entre a Paramount e a Warner seja totalmente concluída no terceiro trimestre deste ano.

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