Uma lista de cerca de mil nomes de Hollywood — incluindo Damon Lindelof (Lanternas), Denis Villeneuve (Duna), J.J. Abrams (Star Wars) e David Fincher (Se7en) — assinou uma carta se posicionando contra a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount-Skydance. Momentos depois, a Paramount respondeu aos protestos detalhando seus planos para a fusão dos estúdios.
Na resposta, o estúdio afirmou compreender as preocupações levantadas, mas deu garantias de que aumentará o apoio aos agentes criativos de ambos os estúdios. Na ocasião, o porta-voz da empresa garantiu ainda que a promessa de produzir 30 filmes por ano é sólida.
Em nenhuma parte da resposta, no entanto, a Paramount ofereceu uma solução ao maior problema levantado pela carta: as iminentes demissões de dezenas de milhares de operários da indústria, que não atuam em cargos de decisão criativa.
“Ouvimos e compreendemos as preocupações levantadas por membros da nossa comunidade criativa e respeitamos o compromisso em proteger e expandir a criatividade.
É importante ressaltar que, como criadores, sabemos em primeira mão que este é um momento em que a indústria enfrenta uma disrupção significativa — e a necessidade de empresas sólidas, focadas no aspecto criativo e bem capitalizadas, que possam continuar investindo em narrativa, nunca foi tão grande.
Esta transação une forças complementares de forma única para criar uma empresa capaz de dar luz verde a mais projetos, apoiar ideias ousadas, dar suporte a talentos em múltiplas fases de suas carreiras e levar histórias ao público em escala global — ao mesmo tempo em que fortalece a concorrência ao garantir que múltiplos grandes players estejam investindo em talentos criativos.
Temos sido claros em nossos compromissos para alcançar exatamente isso: aumentar a produção para um mínimo de 30 longas-metragens de alta qualidade anualmente com lançamentos cinematográficos completos, continuar o licenciamento de conteúdo e preservar marcas icônicas com liderança criativa independente — garantindo que os criadores tenham mais caminhos para seu trabalho, e não menos.
Entendemos as preocupações resultantes das interrupções causadas em nossa indústria pela crise sanitária de 2020, pela entrada das ‘big-techs’ e pelas mudanças no comportamento do consumidor, mas prometemos o seguinte: a Paramount continua profundamente comprometida com o talento, e esta fusão fortalece tanto a escolha do consumidor quanto a concorrência, criando maiores oportunidades para criadores, públicos e as comunidades onde vivem e trabalham.“, diz o porta-voz da empresa.
A Paramount prometeu pagar US$ 111 bilhões pela Warner. O acordo ainda precisa ser aprovado pelas autoridades competentes. A assembleia de acionistas acontecerá em 23 de abril.
Se o acordo chegar a ser barrado, a Paramount será obrigada a pagar uma multa de rescisão de US$ 7 bilhões para a Warner.
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Fonte: Variety