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O diretor neerlandês Paul Verhoeven revelou em entrevista recente sua insatisfação com os remakes de dois de seus mais celebrados filmes: RoboCop e O Vingador do Futuro.

Em entrevista ao Metrograph, Verhoeven comentou um pouco sobre os dois remakes, destacando que ficou insatisfeito com as produções, e apontando quais considera ser as principais falhas nos filmes que buscaram trazer um novo olhar para o seu trabalho.

Confira o que Paul Verhoeven declarou abaixo:

“O problema, eu senti, era que ele estava realmente ciente de que havia perdido todas as pernas e braços. Ele sabe disso desde o início”, afirmou o diretor, comparando as duas versões de RoboCop. 

“O que há de bonito no RoboCop original, o que o torna não apenas pura tragédia ou algo assim, é que ele realmente não sabe mais. Ele tem alguns vagos flashes de memória quando vai para sua antiga casa, mas RoboCop não é uma figura trágica. Sim, ele foi morto de maneira horrível no começo. Mas quando o vemos novamente como um robô, ele não sente isso. No novo, porque ele se lembra de tudo, ele é muito mais trágico. Queríamos que você o aceitasse inicialmente como um policial robótico. Isso é o que eles fizeram com ele. Na minha opinião, achei que seria um problema torná-lo mais trágico.”

Já sobre O Vingador do Futuro, Verhoeven afirmou:

“Senti que tinha muitos efeitos especiais, mas esse mistério – é verdade ou não é verdade? – Eu simplesmente não sentia mais isso. O interessante do filme original é que no final, quando Rachel Ticotin diz: ‘Bem, me beije rápido antes de acordar’, você ainda não sabe se aquilo é real”.

Leia mais sobre Paul Verhoeven:

Verhoeven dirigiu Robocop – O Policial do Futuro, que chegou aos cinemas em 1987, estrelado por Peter Weller, tendo recebido um remake em 2014, com direção do brasileiro José Padilha.

O Vingador do Futuro de Verhoeven chegou aos cinemas em 1990, estrelado por Arnold Schwarzenegger, enquanto seu remake foi lançado em 2012.

Fonte: Metrograph.



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