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O aclamado diretor Peter Jackson declarou que não se opõe ao uso de inteligência artificial na indústria cinematográfica, embora reconheça as preocupações globais sobre a tecnologia.

Durante uma masterclass no Festival de Cannes, o cineasta por trás da franquia O Senhor dos Anéis explicou sua perspectiva de forma pragmática.

“Para mim, é apenas um efeito especial”, afirmou Peter Jackson. “Não é diferente de outros efeitos especiais.”

Apesar da aceitação, o diretor ressaltou que é fundamental proteger os direitos de imagem dos atores, destacando que o problema ético surge apenas quando não há o licenciamento adequado da pessoa retratada.

O cineasta também lamentou que o atual debate sobre a inteligência artificial prejudique o reconhecimento de atuações com captura de movimentos em grandes premiações de Hollywood.

Ele citou o caso de Andy Serkis, argumentando que o ator merecia prêmios por sua performance histórica como o personagem Gollum.

“O que é um pouco injusto, especialmente no caso do Andy Serkis, em que não se trata de uma atuação gerada por IA, mas sim de uma atuação humana do começo ao fim”, explicou o diretor.

Durante o evento, Peter Jackson também deu detalhes sobre o novo filme da franquia, intitulado O Senhor dos Anéis: A Caçada por Gollum.

O projeto focará na psicologia e no vício da criatura corrompida pelo Um Anel, e o diretor original atuará apenas como produtor.

Ele revelou que deixou a direção do novo longa nas mãos de Andy Serkis por acreditar que ninguém no mundo conhece o personagem de forma tão profunda quanto o próprio intérprete.

Na cerimônia de abertura do festival, Peter Jackson recebeu a Palma de Ouro honorária das mãos de Elijah Wood, ator que imortalizou o herói Frodo Bolseiro na trilogia original de fantasia.

As informações originais foram publicadas pela Variety.

O Senhor dos Anéis: A Caçada por Gollum chegará aos cinemas do Brasil no dia 16 de dezembro de 2027.

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