Comentários

Estimated reading time: 4 minutos

O segundo episódio de Pinguim não é tão sólido quanto o primeiro. No entanto, ele confirma um grande mérito da minissérie: estamos diante de uma produção televisiva que não se envergonha do formato de narrativa de TV.

Desde que as emissoras e serviços de streaming se sentiram mais confortáveis para gastar enormes quantias em suas séries, uma tendência um pouco irritante se instalou: as temporadas começaram a se parecer com filmes de muito longa duração divididos em capítulos.

Nos últimos anos, vimos muitas temporadas de séries com começos que praticamente nada apresentam, meios que prometem até demais e finais apressados demais para resolver tudo de maneira satisfatória. Uma consequência total do que é confundir TV com cinema.

Mas Pinguim não cai nessa armadilha. Os episódios têm um começo, uma escalada e um clímax próprios e bem definidos. Não foi assim só no primeiro: felizmente, o mesmo acontece no segundo episódio.

A série te apresenta um conflito, o desenvolve, resolve o conflito o suficiente para ser satisfatório e então usa essa resolução para preparar o que vem a seguir na temporada.

Uma bela demonstração de progressão narrativa que só a TV pode fornecer.

Reprodução/HBO

A estrutura que Pinguim usa para chegar a isso é a seguinte: graças, principalmente, aos seus próprios deslizes, Oswald “Oz” Cobb (Colin Farrell) é colocado em uma situação da qual parece difícil de sair. Para sua própria sorte, ele pode contar com sua malandragem, esperteza e dom do improviso, além de uma pequena (grande) ajuda de seu “assistente”, Victor Aguilar (Rhenzy Feliz).

Na trama desta semana, começamos vendo Sofia Falcone (Cristin Milioti) tentando superar traumas, enquanto “Oz” continua sua jogada para aumentar o conflito entre as famílias Falcone e Maroni, a fim de enfraquecê-las o bastante para que ele, um “Zé Ninguém”, consiga assumir todo o poder.

Reprodução/HBO

O episódio aposta em uma boa dose de humor, e talvez seu maior problema seja como o contraste entre as cenas de “Oz” e de Sofia nem sempre é tão eficiente. Mas os personagens continuam brilhantemente escritos e interpretados: Farrell leva a minissérie com charme e naturalidade, e Milioti é cada vez mais fascinante.

Se é para escolher um destaque nesse episódio, seria Sofia. Mas Pinguim é simplesmente um ótimo protagonista, tornando a história sobre ele cada vez mais justificada.

Reprodução/HBO

Os dois primeiros episódios de Pinguim já estão disponíveis no streaming Max, enquanto a série lança capítulos inéditos aos domingos, às 22h (horário de Brasília).

Leia mais sobre Pinguim e o Batman:

A série conta com Lauren LeFranc (Impulse, Chuck) como roteirista-chefe e produtora, além de Matt Reeves (Batman) na produção executiva e Craig Zobel como líder do time de diretores.

Primeiro derivado da Saga do BatmanPinguim traz Oswald “Oz” Cobb (Colin Farrell) como um dos líderes do sindicato do crime de Gotham, tendo que lidar com uma luta por poder no submundo da cidade.



Comentários