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Em meus comentários sobre o episódio 2 de Pinguim, propus que, apesar de confirmar um grande mérito da minissérie em termos de estrutura televisiva, não era tão sólido quanto o primeiro. Pois chegamos ao episódio 3 e, embora tenha mais momentos monótonos do que o anterior, não é necessariamente inferior.

A trama desta semana é mais focada em Victor Aguilar (Rhenzy Feliz), o assistente de Oswald “Oz” Cobb (Colin Farrell). Ou seria o seu “Robin”? Acompanhamos um pouco mais sobre o seu passado, e como ele teve a sua vida virada de cabeça para baixo devido ao terrorismo cometido pelo louco Edward Nashton, o Charada (Paul Dano).

“Vic”, como o Pinguim o chama, é um personagem que facilmente pode ser visto, meramente, como um “avatar” para o espectador, aquele cujo ponto de vista sem muita experiência é a ferramenta usada para te inserir no contexto da história sem que ela precise ser expositiva o tempo todo. Mas ele é um pouco mais do que isso, e esse episódio deixa isso claro.

Pois Vic é o personagem através do qual a minissérie reflete sobre a criminalidade, como ela se apresenta, se apossa e altera o destino de um indivíduo para sempre. É aqui que Vic faz suas escolhas, e elas podem ter consequências terríveis no futuro.

Reprodução/HBO

Um outro destaque do episódio é a dinâmica entre as performances de Colin Farrell e Cristin Milioti, já que Oz e Sofia Falcone funcionam aqui como uma espécie de dupla dinâmica do submundo do crime, ainda que não dure muito. As atuações não são só muito boas de um ponto de vista individual: elas também se complementam de uma maneira extraordinária. Química fantástica.

Vemos um pouco mais do senso de humor de Oz, e é difícil não se deixar levar pelo charme de Sofia.

Reprodução/HBO

Concluo esse texto com um comentário que, reconheço, pode ser um pouco desconexo do resto, mas é pertinente: como é bela essa versão de Gotham. Isso já chamou muito a minha atenção em Batman (2022), de Matt Reeves, e venho notando isso em cada episódio da minissérie. Seja de dia ou de noite, a cidade soa como um lugar que poderia existir no mundo real, mas que, ao mesmo tempo, não se parece com nenhum lugar que conheçamos. Pelo menos não um lugar específico.

Um aspecto do episódio que me deixou dividido, no entanto, foi a sua direção. Algumas cenas poderiam ter sido melhor conduzidas, como um momento em que Vic fica desnorteado na boate, por exemplo.

A decisão de Reeves de gravar cenas em diferentes cidades do Reino Unido e dos Estados Unidos foi extremamente acertada nesse sentido. No caso de Pinguim, o principal palco da produção foi Nova York, que não havia sido uma das locações do filme de 2022, o que traz ainda mais nuances para cidade fictícia. Além de enorme, ela respira e tem uma personalidade própria.

Os capítulos inéditos do derivado de Batman (2022) são exibidos aos domingos no canal HBO, a partir das 22h (horário de Brasília), além de serem disponibilizados no streaming Max.

Os três primeiros episódios de Pinguim já estão disponíveis na plataforma.

Leia mais sobre Pinguim:

A série conta com Lauren LeFranc (Impulse, Chuck) como roteirista-chefe e produtora, além de Matt Reeves (Batman) na produção executiva e Craig Zobel como líder do time de diretores.

Primeiro derivado da Saga do BatmanPinguim traz Oswald “Oz” Cobb (Colin Farrell) como um dos líderes do sindicato do crime de Gotham, tendo que lidar com uma luta por poder no submundo da cidade.



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