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O episódio 5 de Pinguim foge um pouco da estrutura daqueles que o antecederam, no sentido de que é, talvez, o menos “conclusivo”. Mas há um motivo para ser desse jeito: é aqui que as apostas aumentam de vez para Oswald “Oz” Cobb (Colin Farrell), enquanto a minissérie entra em sua reta final.

Na trama dessa semana, Sofia Falcone (Cristin Milioti), ou Sofia Gigante, como agora quer ser chamada (abraçando o sobrenome de sua falecida mãe, e rejeitando o de seu pai), assume um papel mais antagônico do que antes, no sentido de ser uma rival definitiva para o protagonista. Infelizmente para Oz, ele também precisa lidar com a ameaça dos Maronis, a segunda família mafiosa mais poderosa de Gotham. Quem diria que trair e enganar tantas pessoas resultaria em tantos problemas?

Reprodução/HBO

Oz já se livrou de situações delicadas no passado, mas ele pode estar cavando um buraco fundo demais para sair. É claro que seu destino, dificilmente, será imprevisível: esperamos vê-lo em Batman: Parte 2, então, de alguma forma, a minissérie o posicionará para se tornar quem ele precisa ser. No entanto, o roteiro é habilidoso o bastante para que o espectador nunca consiga projetar completamente a trajetória exata do protagonista.

O que ajuda nisso é o fato de Oz ser um personagem tão contraditório por si só. Em uma cena, o personagem de Farrell diz que sua mãe é o que mantém a bondade nele. Na outra, comete uma atrocidade que não apenas não o choca, mas parece alimentar nele uma enorme, e sombria, satisfação.

Reprodução/HBO

Por falar em sua mãe, Francis Cobb (Deirdre O’Connell) aparece com mais destaque nesse episódio, e ela é uma boa adição. Além de a relação com seu filho continuar complexa, é interessante a dinâmica da personagem com Victor Aguilar (Rhenzy Feliz).

Algo que me deixa dividido em Pinguim é a total ausência do Batman (Robert Pattinson), até mesmo em termos de menções ao personagem. Por um lado, entendo e concordo com o argumento de que essa é uma história mais contida (até mesmo para os padrões de “realismo” desse universo) sobre a máfia de Gotham, que de forma alguma se beneficiaria de uma presença tão ofuscante. Por outro, posso entender aqueles que coçam a cabeça ao questionar por onde anda o Homem-Morcego enquanto a minissérie apresenta acontecimentos tão significativos para Gotham.

É improvável que vejamos Batman em qualquer um dos episódios que ainda restam, mas Batman: Parte 2 (2024) deve, pelo menos, dar uma boa justificativa sobre a ausência, revelando por onde o personagem tem andado e o que ele tem feito.

Com alianças improváveis e riscos crescentes, este é mais um ótimo episódio de Pinguim. Veremos se a minissérie cumpre as suas promessas em sua reta final.

Reprodução/HBO

Pinguim exibe seus episódios inéditos aos domingos no canal HBO e streaming Max, a partir das 22h (horário de Brasília).

Leia mais sobre Pinguim e Batman:

A primeira temporada conta com Lauren LeFranc (Impulse, Chuck) como roteirista-chefe e produtora, além de Matt Reeves (Batman) na produção executiva e Craig Zobel como líder do time de diretores.

Primeiro derivado da Saga do BatmanPinguim traz Oswald “Oz” Cobb (Colin Farrell) como um dos líderes do sindicato do crime de Gotham, tendo que lidar com uma luta por poder no submundo da cidade.