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A crítica internacional já havia gerado um burburinho sobre o episódio 4 de Pinguim ser o melhor da temporada. Ter a experiência, no entanto, é muito mais intensa do que ouvir sobre ela.
O episódio é focado em Sofia Falcone (Cristin Milioti), e serve essencialmente como a sua história de origem de vilã, se é que essa ainda é uma boa definição. Na trama, vemos o passado da personagem no Arkham, a dinâmica com seu pai, Carmine Falcone (Mark Strong), e como o que pensávamos que sabíamos sobre Sofia não era necessariamente verdade.

Mas não para por aí: o episódio é tão brilhante que vai muito além de servir apenas como um pano de fundo para as motivações de Sofia; ele também redefine e dá maior significado a coisas que vimos nos episódios anteriores.
Alberto Falcone (Michael Zegen), por exemplo, parece um personagem mais crucial, e percebemos o que a sua perda, ainda no primeiro episódio, significou para Sofia.
Mas vamos falar ainda mais dela: a performance de Cristin Milioti fica cada vez melhor, e aqui ela pode ter carimbado a sua passagem para o próximo Emmy. Reveladora, a atuação é digna de prêmios. Note, por exemplo, como a atriz é habilidosa em fazer de Sofia uma pessoa radicalmente diferente entre o antes e o depois de seu tempo no Arkham, que finalmente parece um lugar tão tortuoso quanto nos quadrinhos.
Para a personagem, talvez agora seja a hora de “vestir” o monstro que vinham associando a ela.
Por falar em “pessoa diferente”, não posso deixar de comentar sobre o Carmine Falcone de Mark Strong. John Turturro foi ótimo como o mafioso em Batman, de 2022, mas conflitos de agenda o impediram de reprisar o papel em Pinguim. É uma pena, mas Strong justifica a sua escalação. O que ele faz não é uma imitação de Turturro, mas de alguma forma estranha, a “vibe” do personagem é exatamente igual à do filme.
A caracterização também é muito boa, e a concepção de Falcone no texto pode ter ajudado. Lembra a dinâmica entre Alec Guinness e Ewan McGregor em Star Wars: eles não são necessariamente idênticos, e o espaço de tempo entre um e outro é relativamente curto (no caso de Strong, ele interpreta um Falcone de 10 anos antes do de Turturro), mas você ainda conseguir comprar a ideia de que, naquele universo, se trata da mesma pessoa.
Algo me diz que a equipe criativa sabia que estava fazendo algo grandioso com o episódio 4. Existe um refinamento visual, por exemplo, que esteve um pouco ausente em momentos de episódios anteriores. Aqui, impecável.
Com escrita envolvente, belíssimos méritos técnicos e atuações impressionantes, não é só o melhor episódio de Pinguim até agora, mas daqueles para ficar marcado na memória por um bom tempo. Jogada esperta fazer dele o meio da temporada, tornando a narrativa mais imprevisível a partir de agora e, ao mesmo tempo, permitindo que ainda dê tempo de desenvolver as promessas feitas.
Pinguim continua sua jornada para ser, do início ao fim, memorável.
Pinguim continua exibindo seus episódios inéditos aos domingos, a partir das 22h (horário de Brasília) no canal HBO e no streaming Max.
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A primeira temporada conta com Lauren LeFranc (Impulse, Chuck) como roteirista-chefe e produtora, além de Matt Reeves (Batman) na produção executiva e Craig Zobel como líder do time de diretores.
Primeiro derivado da Saga do Batman, Pinguim traz Oswald “Oz” Cobb (Colin Farrell) como um dos líderes do sindicato do crime de Gotham, tendo que lidar com uma luta por poder no submundo da cidade.