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A Pixar, renomado estúdio de animação, tem utilizado a inteligência artificial de forma estratégica há quase uma década, não para substituir talentos, mas para aprimorar processos e fomentar a criatividade em suas produções. A revelação foi feita por Pete Docter, diretor de criação da Pixar, durante o Fast Company’s Most Innovative Companies Summit em Nova York.

Inteligência artificial otimiza a renderização e abre novas possibilidades

Docter explicou que a IA tem sido fundamental para otimizar tarefas que demandavam muito tempo, como a renderização de quadros. Ele detalhou que, enquanto um único quadro de filme (com 24 por segundo) poderia levar entre 30 e 40 horas para ser renderizado, o software desenvolvido pela Pixar, impulsionado por IA, permite que a tarefa seja concluída em um tempo significativamente menor.

“Isso tem sido muito produtivo. Não está colocando o emprego de ninguém em risco”, afirmou Docter, reforçando que a tecnologia atua como uma ferramenta de suporte. O estúdio continua explorando novas aplicações para a IA, buscando maneiras “realmente legais” de utilizá-la.

O diretor comparou o temor atual em torno da IA com as preocupações da década de 1990 sobre atores gerados por computador substituírem artistas humanos, algo que nunca se concretizou. “Não vai nos substituir porque há algo sobre a condição humana, essa é a razão pela qual vamos ao cinema, é por que lemos ou cantamos ou ouvimos música, estamos tentando nos conectar uns com os outros”, disse Docter, enfatizando que a conexão humana é insubstituível.

Elio, a nova animação da Pixar, está agora em cartaz nos cinemas.

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Fonte: Fast Company



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