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A iminente fusão entre a Paramount Pictures e a Warner Bros. tem previsão para ser oficialmente concluída no terceiro trimestre deste ano. O impacto da união dominou as discussões na CinemaCon, especialmente devido à promessa de um alto volume de lançamentos.
O atual CEO da Paramount, David Ellison, filho do bilionário Larry Ellison, declarou que pretende lançar cerca de 30 filmes por ano nos cinemas. A estratégia prevê manter os dois grandes estúdios operando com suas marcas separadas, mas de forma complementar.
No entanto, uma reportagem do portal Deadline revelou que os exibidores norte-americanos encaram a meta com bastante ceticismo. O mercado teme uma redução na oferta de produções, lembrando que a compra da Fox pela Disney gerou uma forte queda no número de estreias exclusivas para as telonas.
O histórico recente da indústria também afeta a confiança dos donos de cinema. Promessas anteriores sobre o aumento do fluxo de filmes anuais acabaram não sendo cumpridas pelas gestões recentes devido a cortes de custos.
Para especialistas do setor, o plano ambicioso de Ellison seria justificado pela necessidade de gerar caixa para abater uma imensa dívida combinada das duas corporações. Além disso, o modelo garantiria um fluxo constante de grandes lançamentos para os serviços de streaming Paramount+ e HBO Max (que podem ser combinados em um só).
Atingir a marca de 30 longas-metragens exigirá uma reestruturação industrial sem precedentes na era digital, assemelhando-se aos modelos de estúdios duplos do final da década de 1990. Resta saber se o novo conglomerado conseguirá financiar esse escopo e se o público conseguirá absorver essa alta demanda nas salas de cinema.






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