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A Marvel Studios fez um trabalho fenomenal com Thanos, tornando-o o grande vilão de sua “Saga do Infinito”, um épico composto de 11 anos e 22 filmes. Mas agora que Vingadores: Ultimato trouxe um “fim” para esta longeva fase, o que vem por aí? Aliás, quem poderia ser a nova ameaça do MCU?

Com a compra da FOX pela Disney, propriedades como X-Men e Quarteto Fantástico retornam para a Marvel, e com isso o estúdio tem a vantagem de utilizar um novo leque de vilões clássicos. E considerando que, em declarações anteriores, Kevin Feige sugeriu que a próxima fase do Universo Cinematográfico Marvel será muito mais cósmica, nenhum vilão parece maior (literal ou figurativamente) do que Galactus.

Mas por que ele seria uma boa escolha?


Foco na Terra

Em Vingadores: Guerra Infinita, Thanos simplesmente erradicou metade do universo. Isso leva à questão: como a próxima grande ameaça do MCU pode ser maior do que isso?

A chave é justamente não aumentar a escala de ameaça, mas manter apostas que sejam igualmente convincentes. O mais importante do MCU são os personagens, então o ideal é manter tudo mais íntimo. Galactus não precisa colocar em risco toda a existência ou arrasar metade de toda a vida para parecer tão aterrorizante quanto Thanos. Em vez disso, ele simplesmente tem que ameaçar a Terra e os vários heróis e famílias que tornam o Universo Cinematográfico da Marvel tão amado. Considerando em como esse simples planeta fez tanto por toda a realidade, não é difícil imaginar por que se tornaria alvo do Devorador de Mundos.


Alterando as apostas

Galactus não diminui as apostas concentrando seu poder na destruição singular da Terra; Ele na verdade os altera por sua própria natureza. Thanos era um homem louco perseguindo o modelo econômico de Thomas Malthus, que está ultrapassado desde a Revolução Industrial. Não importa quanto tempo alguém dedique a defender que Thanos estava certo, sempre ficou claro que ele era um maníaco genocida, e não um salvador. No fim, Thanos foi impedido, mas Galactus não pode simplesmente ser parado. Na verdade, ele é um mal necessário que não pode ser rechaçado com porrada.

Um dos elementos mais importantes da mitologia de Galactus nos quadrinhos é que ele é uma força do universo. Galactus não consome planetas puramente por seu próprio prazer ou por algum senso equivocado de justiça. Ele os “devora” porque sua fome representa um equilíbrio cósmico que ameaçaria toda a vida se não fosse mantido. É por isso que Galactus nunca foi verdadeiramente parado pelos heróis da Marvel, o que levou à clássica história “O Julgamento de Reed Richards”, na qual Reed teve que justificar salvar Galactus e permitir que seu caminho de destruição continuasse.

Isso ofereceria um novo dilema para os heróis da Terra, pois eles ameaçariam toda a vida destruindo Galactus e arriscariam outros planetas, simplesmente detendo-o. É um verdadeiro nó górdio que exigiria o melhor de todos os heróis para ser resolvido.


Um vilão que representa o período mais clássico da Marvel

Galactus era o “grande mal” original da Marvel Comics, tanto como um antagonista chave do Quarteto Fantástico quanto como uma força que lutou contra os heróis mais poderosos do planeta várias vezes. A conexão com a primeira equipe de super-heróis da Marvel, uma que poderia se repetir no MCU, é motivo mais que suficiente para começar a insinuar a vinda de Galactus. Sua chegada também poderia ajudar a introduzir um monte de outros personagens cósmicos, especificamente o Surfista Prateado. Ele forma uma ponte entre o antigo e o novo após a aquisição da Fox e suas muitas propriedades da Marvel.

Galactus foi o maior pesadelo que os criadores da Marvel Comics puderam imaginar nos primórdios da editora, e sua aparição cinematográfica homenagearia criadores como Stan Lee e Jack Kirby, além de se basear em algumas das melhores histórias da Marvel já contadas. Ele foi o primeiro vilão a trazer a sensação de um verdadeiro evento em quadrinhos de super-heróis e ainda possui o poder, design e motivos para replicar esse sentimento no cinema.



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