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Finn, Jake e a turma estão vivendo novas aventuras em Hora de Aventura: Missões Secundárias. Sim, há uma nova série do núcleo principal da franquia em exibição na HBO Max e no Cartoon Network, trazendo uma proposta ligeiramente diferente e mais dinâmica que a original. Sabendo disso, conversamos com os dubladores Luciano Monteiro (Finn), Eduardo Borgerth (Jake) e Pamela Rodrigues (Princesa Jujuba) para ajudar você a entender por que vale a pena assistir a essa produção inédita desse amado universo.

Depois de quase uma década do fim da série original, a notícia do retorno pegou até a própria equipe de surpresa. O que surpreendeu ainda mais foi a roupagem nova. Essa é uma série mais leve, voltada para o escapismo. O plano aqui é resgatar a ingenuidade moleque que fez todo mundo se apaixonar pelos personagens lá no começo.
“É como se fosse o início de tudo, sabe? Eles estão bem leves, estão bem divertidos, as histórias estão engraçadas, legais e eu acho que todo mundo vai gostar muito.“, diz Luciano.

A sacada é oferecer um respiro ao caos do mundo lá fora, entregando uma rotina colorida que serve tanto para apresentar a franquia a uma nova geração quanto para trazer um porto seguro para os fãs antigos.
“Está mais infantil, embora continue atingindo o público mais velho também, mas acho que as pessoas estão precisando de coisas um pouco mais leves. O mundo está muito pesado, obviamente, todo mundo concorda com isso.”, declara Eduardo Borgerth.

Para os dubladores, não foi difícil encontrar o tom da nova série, pois eles conhecem esses personagens como ninguém. A leveza acabou sendo uma forte aliada para deixá-los mais soltos do que nunca. “Para mim foi como buscar lá no HD e foi rapidinho para a memória RAM processar.“, brinca Borgerth.
“Eu botei muita coisa engraçada [nos diálogos], muita coisa que está acontecendo na atualidade com os jovens. Botei alguns termos novos, e acho que o pessoal vai gostar muito disso, vai conseguir se identificar muito. Eu me amarrei. Fiquei amarradão em fazer essa temporada.“, revela Luciano.

Essa dinâmica do Luciono, entretanto, acabou deixando Borgerth em uma fria. Com os incentivos da diretora de dublagem Gabriella Bicalho, o dublador de Finn foi fundo na brincadeira e exigiu muito jogo de cintura da voz do Jake.
“Já tem vários anos que a gente grava separado. Então, na hora que a Gabriella Bicalho botava: ‘Olha, o Luciano fez assim’, eu falava assim: ‘Caramba, Luciano, você vai me matar aqui’,” brinca Borgerth, antes de Luciano revelar: “Eu vou entregar a Gabi aqui. Quando eu gravava, às vezes, ela só falava: ‘Luciano, faz aí o que você quiser, depois o Borgerth se vira’. Ela jogava a bomba para ele.“

Hora de Aventura: Missões Secundárias é divertida, mais leve e tão engraçada quanto a série original. Mas para os dubladores brasileiros, a melhor novidade mesmo é a estrutura episódica. “São missões independentes. Não gera ansiedade. Acaba o episódio, aconteceu ali, fechou. Isso para mim é ótimo.“, explica Pamela.
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Leia as perguntas e respostas completas

Tem quase 10 anos que a série original de Hora de Aventura acabou, deixando fã órfãos por todo o Brasil. Qual a sensação de se reunir novamente a esses personagens e por que vocês acham que o público deveria assistir a esses novos episódios?
[PAMELA]: A gente se apega e sobre quando não dublamos mais nossos personagens mais queridos. Dublamos esses personagens por muito tempo, então eu sei que é meio esquisito, mas meio que somos eles. Gosto muito de novos desafios, mas poder voltar para um personagem, para um projeto que é tão icônico, com alcance imenso, é muito bom. É indescritível a sensação.
Eu acho Missões Secundárias incrível porque faz uma reprodução para quem nunca viu nada da série. Poder trazer essa leveza, esse colorido, esse frescor, essa inocência da criança, e também esse tempo de cada episódio, que é independente, é uma proposta que me agrada muito.
[LUCIANO]: A sensação é incrível. Já são 16 anos dublando Hora de Aventura. O Finn é um personagem que foi um grande presente na minha vida, me abriu muitas e muitas portas. E eu acho que as pessoas devem assistir ao Missões Secundárias porque está trazendo identidade, ingenuidade, e a criança que existe dentro dos personagens de volta, sem toda aquela pressão, sem todas as coisas que eles passaram ao longo das temporadas. É como se fosse o início de tudo, sabe? Eles estão bem leves, estão bem divertidos, as histórias estão engraçadas, legais e eu acho que todo mundo vai gostar muito.
[EDUARDO]: A minha sensação ao receber a notícia do Hora de Aventura foi de surpresa. “Hora de Aventura, tem certeza?”, falei. E por que eu acho que elas devem assistir? Porque está muito legal, porque está muito leve, está muito… Sabe, está mais infantil, embora continue atingindo o público mais velho também, mas acho que as pessoas estão precisando de coisas um pouco mais leves. O mundo está muito pesado, obviamente, todo mundo concorda com isso.
[PAMELA]: As crianças vão se identificar, porque a gente está trazendo coisas muito atuais e os pais também vão acabar se divertindo, enfim.
Deu algum trabalho para reencontrar as vozes dos personagens, ou vocês nunca realmente as deixaram de lado por todos esses anos?
[LUCIANO]: Na sinceridade, para mim, não deu trabalho nenhum. Eu adoro o Finn. Era o meu personagem número um. Então, quando eu vi a primeira cena, eu assisti e eu falei para a diretora, a Gabi: meu Deus, cara, eu não estou acreditando que eu estou fazendo de novo. Parece que a gente faz parte do personagem e ele faz parte da gente. Então, a partir do momento que a gente assiste o episódio, a gente consegue… Eu consigo me conectar muito rápido com o Finn já e as coisas acontecem de uma forma bem natural e bem rápida.
[EDUARDO]: Para mim foi como buscar lá no HD e foi rapidinho para a memória RAM processar.
[PAMELA]: É isso para mim também. É tipo uma ligação direta, sabe? Vem com uma organicidade muito forte. Parece… Automaticamente, aquele lugarzinho, você já vai naquele arquivinho.
Hora de Aventura é famosa pela quebra de expectativa no timing cômico. Na dublagem brasileira, muito da piada depende da intenção e do ritmo do dublador para funcionar em português. Houve alguma cena em Missões Secundárias onde a adaptação do texto exigiu uma malemolência técnica maior da parte de vocês para manter o humor surreal do tom original?
[LUCIANO]: Com certeza. Principalmente nos diálogos entre o Finn e o Jake. A gente tem que adaptar muita coisa. Eu botei muita coisa engraçada, muita coisa que está acontecendo na atualidade com os jovens. Botei alguns termos novos, e acho que o pessoal vai gostar muito disso, vai conseguir se identificar muito. Eu me amarrei. Fiquei amarradão em fazer essa temporada.
[EDUARDO]: Já tem vários anos que a gente grava separado. Então, na hora que a Gabriella Bicalho [a diretora de dublagem] botava: ‘Olha, o Luciano fez assim’, eu falava assim: ‘Caramba, Luciano, você vai me matar aqui’. Aí eu ia na cola dele e a gente fazia alguma coisa que tivesse interação. Então, realmente, teve situações pontuais. Não tem exatamente uma cena. Acho que nem a gente poderia descrever uma cena específica aqui. Mas nas tiradas, nos termos principalmente, isso acontece muito.
[LUCIANO]: Eu vou entregar a Gabi [Gabriella Bicalho] aqui. Quando eu gravava, às vezes, ela só falava: ‘Luciano, faz aí o que você quiser, depois o Borgerth se vira’. Ela jogava a bomba para ele.
[EDUARDO]: Aí de vez em quando eu falava assim: ‘Ah, eu que estou gravando primeiro? Então deixa, agora é ele [o Eduardo] que vai ter que seguir’.
Vocês falaram que são muitas histórias novas. Um período muito novo para eles. Então quais as vantagens que vocês veem em explorar esse novo tipo de história?
[PAMELA]: Eu acho que é justamente essa questão de você trazer o lúdico, o que é leve. Eu acho que é a criatividade, do ser divertido. Eu acho que a gente se dá essa permissividade, O direito de arriscar coisas novas, sabe? Isso vem também com essa nova proposta, trazendo mais frescor, com os personagens muito mais jovens.
[LUCIANO]: Eu concordo com tudo que a Pamela falou. Acho que não tem o peso das temporadas passadas porque elas foram trazendo questões um pouco mais pesadas, que fazia a gente refletir muito. Essa temporada nova, não. Essa temporada nova está simples e infantil. É uma linguagem bem direta, é algo bem divertido, que não exige da gente pensar muito no vocabulário ou como vai colocar uma situação específica. Conseguimos ficar bem leves. Conseguimos curtir.
[EDUARDO]: Me agrada o fato de eu conseguir entender um pouco mais o que eu estou fazendo. Porque na outra temporada tinha muita coisa que eu mesmo não estava entendendo.
[PAMELA]: São missões independentes. Não gera ansiedade. Acaba o episódio, aconteceu ali, fechou. Isso para mim é ótimo.
*As respostas foram editadas para uma melhor fluidez na leitura.






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