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Em entrevista com a Variety, a presidente do SAG-AFTRA, Fran Drescher, criticou a declaração do CEO da Disney, Bob Iger, sobre a greve de atores em Hollywood.

Recentemente, o executivo disse que o sindicato “não está sendo realista”, e chamou a greve de “perturbadora”.

“Acho que é um comentário terrível e repugnante. Não caiu bem para ele. Se eu trabalhasse nessa empresa, eu o trancaria em algum lugar e não deixaria ele voltar a comentar sobre o assunto. Está bem claro que ele não faz ideia do que está acontecendo com pessoas que não ganham nem perto do salário que ele ganha.”

O executivo estendeu seu contrato na companhia até 2026, e recebe US$ 1 milhão por mês, além de US$ 25 milhões como “prêmio anual” e outras bonificações.

O sindicato dos atores tomou essa decisão após as negociações com a AMPTP (associação de produtores) não resultarem em acordo sobre novos contratos.

Nesse período, os atores não poderão:

  • Filmar qualquer longa-metragem ou produção para a TV
  • Participar de coletivas de imprensa ou estreias (tapetes vermelhos)
  • Promover qualquer trabalho na San Diego Comic-Con deste ano

Fran Drescher, líder do SAG-AFTRA, declarou que as respostas da AMPTP “às propostas mais importantes do sindicato foram insultantes e desrespeitosas com nossas contribuições para a indústria”.

“As empresas se recusaram a se envolver significativamente em alguns tópicos e em outros nos bloquearam completamente,” acrescentou.

Leia mais sobre Bob Iger na Disney

O mercado de Hollywood foi surpreendido quando a The Walt Disney Company anunciou o retorno de Bob Iger como CEO, para ocupar o lugar de Bob Chapek.

O motivo por trás da saída de Chapek é desconhecido, mas especulações apontam que seu trabalho não era bem-visto por acionistas.

Para quem não se lembra, a polêmica envolvendo Scarlett Johansson em Viúva Negra, que alegou quebra de contrato e deu início a um processo judicial, causou um enorme desgaste.



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